Mariana Ximenes: “O século XXI exige responsabilidade”
A atriz reflete sobre as preocupações com o meio ambiente — além de falar da volta à TV
Sua conexão com a pauta ambiental tem se intensificado. De onde vem essa urgência e como você avalia o momento atual do Brasil? Sou paulistana, mas minha alma pede verde. Preciso de mar e cachoeira. Hoje, como embaixadora do Instituto Terra, do Sebastião Salgado, uso minha voz para cutucar e inspirar. Sobre o Brasil, sou otimista. Com a COP30, o mundo olhou para nós. Não é possível tanta mobilização sem efeito, precisamos cuidar da Amazônia de fato. Regenerar dá muito mais trabalho do que não degradar. O século XXI exige responsabilidade.
No dia a dia, você busca conciliar a postura pública com a individual, sobretudo no que consome? Tento escolher marcas conectadas com a sustentabilidade. Quando sou homenageada em festivais regionais, por exemplo, faço questão de vestir estilistas locais que valorizam artesãs e a cultura da região, como Marina Bitu e Catarina Mina no Ceará.
Seu gosto por joias é notório. Também com elas há cuidado em usar peças que respeitem o ambiente? Faço as campanhas da Julio Okubo. Tudo ali tem simbolismo — o tsuru, um pássaro japonês, a serpente, a carpa. Quando mergulhei na experiência da pérola dourada nas Filipinas, acompanhando a comunidade, percebi que é um ato quase ritualístico. A extração responsável gera emprego, preserva a natureza.
Dá trabalho manter-se em evidência e, de algum modo, ser porta voz de um comportamento ético? Busco o que é natural e coerente. Quero cuidar sem mudar quem sou. Recentemente aderi a um tratamento para estímulo de colágeno, um método não invasivo e que me permite sair do consultório direto para o trabalho. A estética tem que se somar à saúde e autoestima, não apagar traços ou impor padrões. É sobre se sentir bem, não sobre se uniformizar.
E na carreira profissional, consegue fugir dos padrões que lhe foram impostos? Estou na próxima novela das 9, do Walcyr Carrasco, Quem Ama, Cuida, sobre cuidadoras de idosos, que estreará no ano que vem. Hoje, posso selecionar papéis que tenham responsabilidade histórica — não cabe mais falar de certos temas sem o cuidado necessário. Além disso, estou em projetos com camadas poéticas e sociais, como um filme sobre Cacilda Becker e documentários sobre mudanças climáticas e meditação. Corpo, mente e terra: é um combo que faz muito sentido para mim, agora.
Publicado em VEJA de 28 de novembro de 2025, edição nº 2972
Nordeste garante R$ 113 bilhões para projetos industriais dos 9 estados
PF deflagra operação contra a divulgação de vídeos de abuso sexual infantojuvenil
Mailson Marques, direto de MG: O drama da família da garota assassinada em Uberaba
Será? Miley Cyrus dá pista de casamento com reluzente ‘anel de noivado’
A indignação dos brasileiros com a esnobada da Variety em Wagner Moura







