Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Mulheres priorizam trabalho e não o bem-estar, diz pesquisa

Maioria abre mão da saúde física e mental para dedicar tempo ao trabalho

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 mar 2025, 19h36 •
  • A maioria das mulheres ainda não conseguiu se libertar de velhos e rígidos padrões sociais: sete em cada dez, na prática, prioriza o trabalho e deixa a saúde física e mental em segundo plano, de acordo com a Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados e a Todas Group. Trabalhar até a exaustão e comer na mesa do escritório para não perder tempo são atitudes não são mais atitudes bem-vistas, ao menos no ambiente corporativo mais moderno. A pressão por resultados e constante inovação fez emergir políticas internas que valorizam o cuidado do bem-estar dos colaboradores. Mais do que uma contrapartida, é forma de aumentar a produtividade dentro das empresas, além  evitar baixas por doenças como os acidentes cardiovasculares.

    Mas a negligência com os cuidados pessoais, que aparece no levantamento, muitas vezes nem é uma questão de escolha, mas de necessidade financeira das mulheres que precisam aproveitar o tempo livre para completar a renda. Isso sem contar as incumbências familiares, como cuidar dos filhos e as tarefas domésticas, que também carregam nas costas. Já é conhecidíssimo o fato de as mulheres receberem menos que os homens pelas mesmas funções. Segundo o último Relatório de Transparência Salarial, a remuneração média mensal delas é 17% menor que a deles.

    Para metade do público ouvido, os principais obstáculos para o crescimento na carreira são a carga mental excessiva e a pressão da competitividade, que torna necessário que as mães provem a mesma eficiência das colegas sem filhos. Faltar no trabalho para levar a prole ao médico ainda é constrangedor. Mesmo que o chefe diga que está tudo bem, ainda fica aquele “climão”. Até para sair mais cedo do emprego para ir, por exemplo, ao psicanalista, provoca olhares tortos.

    As mulheres enfrentam outros problemas no ambiente de trabalho. Segundo a pesquisa, assédio moral e sexual estão entre os principais motivos para os pedidos de demissão. O mais irônico do levantamento é o fato da metade das entrevistadas revelar que na teoria a prioridade é a vida pessoal, seguido pela saúde mental e bem-estar, estabilidade financeira e segurança no trabalho.

    Mas qual seria a principal mudança que elas gostariam de ver nas empresas? Programas internos de aceleração da carreira e flexibilização da jornada de trabalho faz parte do pacote almejado.

    Continua após a publicidade

    Leia:

    +https://beta-develop.veja.abril.com.br/mundo/informalidade-representa-desafio-ao-mercado-de-trabalho-na-america-latina-diz-oit#:~:text=Desigualdade%20de%20g%C3%AAnero%20e%20trabalho%20juvenil&text=Na%20pr%C3%A1tica%2C%20isso%20significa%20que,%2C%20ao%20mercado%20de%20trabalho.%E2%80%9D

    +https://beta-develop.veja.abril.com.br/economia/em-cenario-promissor-contratacoes-de-mulheres-disparam-em-2024-no-brasil#:~:text=Ao%20analisar%20dados%20do%20Cadastro,somando%20mais%20de%20800%20000.

    Continua após a publicidade

     

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.