Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

O vai e volta de emoções: como uma linha de expressão no rosto pode mudar sua vida?

Especialistas defendem que nova forma de tratar rugas não é se livrar delas, mas sim reprogramar como músculos e emoções se conectam

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 fev 2026, 19h47 • Atualizado em 13 fev 2026, 20h08
  • Por décadas, as rugas foram tratadas como inimigas da beleza, marcas inevitáveis do tempo que deveriam ser apagadas, disfarçadas ou, no mínimo, suavizadas. O problema? A tentativa de eliminar completamente as linhas do rosto trouxe um efeito colateral: aquela sensação de rosto congelado, com expressões empobrecidas e, pior, zero naturalidade. Agora, uma nova forma de olhar para essas marcas propõe que as rugas não são falhas a serem corrigidas, mas sim calibradores emocionais, capazes de influenciar diretamente a forma como nos percebemos e somos percebidos pelo mundo.

    Essa é a premissa da chamada reprogramação muscular seletiva, abordagem apresentada e debatida no evento “Ciência da Expressão”, promovido pela ILIKIA, empresa referência em inovação de medicina estética. A ideia é usar a toxina botulínica de um jeito mais inteligente, com foco em modular a comunicação entre nervo e músculo e, assim, ajustar os sinais emocionais que seu rosto emite para o mundo, em vez de simplesmente bloquear os movimentos.

    “A toxina atua diretamente na placa neuromotora, que é o ponto de conexão entre o nervo e o músculo. É ali que o sistema nervoso envia o comando para que o músculo se mova. No rosto, essas placas estão distribuídas dentro dos músculos faciais”, explica o cirurgião plástico Ricardo Boggio, de São Paulo. “Existem várias placas que ativam um mesmo músculo, como pequenos interruptores que formam as expressões. A toxina inibe parte desses sinais, fazendo com que o músculo se mova de forma mais lenta. Isso gera uma espécie de reprogramação muscular seletiva.”

    Na prática, essa modulação do sinal nervoso provoca uma mudança física real na musculatura do rosto. Segundo Boggio, a toxina faz com que os músculos passem a se contrair de forma mais suave, além de estimular a produção de colágeno na região. O resultado? Um músculo menos reativo, que mantém a expressão mais relaxada e o aspecto descansado por muito mais tempo.

    Uma grande descoberta

    Aqui entra a neurociência com uma descoberta: o cérebro não apenas comanda as expressões faciais, como também interpreta essas expressões como sinais de emoção. É o que os cientistas chamam de biofeedback emocional. Ou seja, seu rosto também informa o cérebro sobre como você está se sentindo, e não apenas o contrário. É uma via de mão dupla.

    Continua após a publicidade

    “Certos músculos hiperativos, como o corrugador, associado à raiva, ou os depressores da sobrancelha e da boca, ligados à tristeza, podem fixar no rosto expressões que não refletem o estado emocional real da pessoa. Nenhuma expressão é por acaso, elas funcionam como calibradores. Hoje, o tratamento com toxina botulínica nos ajuda a modular esses pontos”, afirma o especialista.

    Segundo os médicos, a abordagem responde a um problema comum para pessoas que são percebidas como bravas, tristes ou cansadas, sem de fato se sentirem assim. Nesses casos, a anatomia acaba se sobrepondo à personalidade, criando uma dissonância entre a imagem projetada e a identidade pessoal. “Estamos trabalhando expressões, não necessariamente rugas. O objetivo é alinhar o que a pessoa sente com o que o rosto comunica”, explica Boggio.

    Além da autoestima, o impacto das expressões faciais se estende ao campo profissional. Em diferentes contextos, a aparência pode interferir na percepção de credibilidade, autoridade e empatia. Quando a fisionomia comunica fragilidade ou rigidez em excesso, a imagem personal pode ser prejudicada, e, com ela, a qualidade das interações sociais e profissionais.

    “Se antes a busca era por apagar marcas, hoje reprogramar músculos propõe reorganizar a imagem emocional que cada rosto apresenta ao mundo. Em alguns casos, mudar essa narrativa é o primeiro passo para mudar a própria forma de existir socialmente”, finaliza o médico.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.