A reação do chefão da Netflix à oferta hostil da Paramount pela Warner
O co-CEO global da plataforma, Ted Sarandos, comentou a atitude da concorrente num evento em Nova York
Na tarde da segunda-feira 8, algumas horas após a Paramount lançar aquilo que o mercado chama de oferta hostil na tentativa de evitar a compra da Warner Bros Discovery pela Netflix, o co-CEO da plataforma — e na prática chefão global dela — Ted Sarandos se manifestou sobre a jogada de sua principal oponente nessa briga. Em um evento em Wall Street promovido pelo banco UBS, em Nova York, Sarandos disse que o movimento da Paramount era “totalmente esperado”.
Sarandos assegurou aos presentes, ainda, que a Netflix segue acreditando na consumação do acordo negociado com a Warner. “Estamos muito confiantes de que conseguiremos concluir o negócio. Portanto, está tudo certo”, declarou. E completou: “Fechamos o acordo e estamos extremamente satisfeitos com ele. É ótimo para os acionistas, ótimo para os consumidores. Acreditamos que seja uma excelente maneira de criar e proteger empregos na indústria do entretenimento.”
Entenda a disputa pela Warner Bros Discovery
Na última sexta-feira 5, a Netflix venceu uma sucessão de lances que durou semanas com a Paramount e a Comcast, garantindo um acordo de US$ 72 bilhões (cerca de R$ 392 bilhões) para a compra dos estúdios de cinema e dos ativos de streaming e TV da Warner Bros Discovery.
Mas na segunda-feira 8, a Paramount Skydance lançou uma oferta agressiva no valor de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 592 bilhões) para adquirir a Warner Bros Discovery, na tentativa de melar o acordo do conglomerado com a Netflix. O pano de fundo dessa briga de titãs é a busca de barrar a ampliação do domínio da maior plataforma de streaming do mundo no mercado global de entretenimento.
Incluindo as dívidas, a oferta chega a US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões) e prevê uma multa por rescisão de US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 31 bilhões) para a Netflix. Trata-se de um negócio histórico, mas que deve passar por forte escrutínio dos órgãos de defesa da concorrência nos Estados Unidos antes de se concretizar — até mesmo o presidente Donald Trump já avisou que quer influir nos rumos do negócio.
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