Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

Carta ao Leitor: Tela quente

Demorou, mas o Brasil aprendeu a jogar o jogo duro (e fundamental) dos peixes grandes na briga por prêmios como o Oscar

Por Redação 16 jan 2026, 06h00 • Atualizado em 16 jan 2026, 12h16
  • O triunfo de O Agente Secreto no Globo de Ouro, no último domingo, 11 — e o provável desdobramento disso sob a forma de indicações ao Oscar, que serão reveladas ao mundo na próxima quinta-feira, 22 —, não se deu por acaso nem é um fato pontual envolvendo unicamente o filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura. Outras produções recentes, como Manas e O Último Azul, também vêm se destacando no mercado internacional e fazem parte de um processo longo e consistente de empoderamento do cinema nacional nas últimas décadas. Essa ascensão é tema de reportagem desta edição, coordenada pela jornalista Raquel Carneiro. Muitas transformações remodelaram essa indústria e mudaram o modo como os filmes nacionais são vistos no exterior desde os agora longínquos anos 1990, quando Central do Brasil concorreu ao Oscar.

    PRESTÍGIO - O excelente Manas: ótima repercussão
    PRESTÍGIO - O excelente Manas: ótima repercussão (Paris Filmes/.)

    No plano interno, o audiovisual tomou um providencial banho de loja. Sim, o incentivo estatal continua a ter papel importante no financiamento da nossa indústria de cinema. Mas a presença de produtores privados é cada vez mais decisiva e vigorosa — e, não menos crucial, os acordos de parceria internacional, selados entre o governo brasileiro e outras nações com musculatura no segmento, desempenham uma parcela cada vez mais relevante nesse processo. O incensado O Agente Secreto, por exemplo, recebeu 14 milhões de reais de investimento de países como França, Alemanha e Holanda — o dobro da verba pública que obteve por meio do fundo de apoio ao audiovisual da Ancine.

    Esse setor se profissionalizou de forma profunda nos últimos anos, com o advento da era do streaming e a abertura de um mercado vibrante voltado para a exibição global de produções de língua não inglesa em plataformas como a gigante Netflix — o exemplo cabal de como isso é bom para a evolução do país na área é o destaque obtido pelo brasileiro Adolpho Veloso como diretor de fotografia de Sonhos de Trem, longa da Netflix que pode render a ele, segundo as mais variadas bolsas de apostas em Hollywood, uma indicação na concorrida categoria.

    SUCESSO - O Último Azul: premiado no Festival de Berlim
    SUCESSO - O Último Azul: premiado no Festival de Berlim (Guillermo Gaza/.)
    Continua após a publicidade

    No front externo, ocorreu uma guinada de impacto igualmente transformador: demorou, mas o Brasil aprendeu a jogar o jogo duro (e fundamental) dos peixes grandes na briga por prêmios como o Oscar. O filme de Mendonça tem como distribuidora lá fora a poderosa Neon, que transformou um longa menor como Anora no maior campeão do Oscar no ano passado. Por fim, Wagner Moura aprendeu com Fernanda Torres uma lição essencial: para chegar lá, a Hollywood, é preciso sambar muito, distribuindo sorrisos em uma infinidade de revistas badaladas, entrevistas na TV e participações em talk shows. Que essa roda da fortuna do cinema nacional continue girando forte — e nos traga mais alegrias em breve.

    Publicado em VEJA de 16 de janeiro de 2026, edição nº 2978

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.