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“Fora ICE”: O protesto de Bad Bunny no Grammy 2026

Músico porto-riquenho venceu o troféu de melhor álbum de música urbana e criticou políticas anti-imigração de Donald Trump

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 fev 2026, 23h36 • Atualizado em 1 fev 2026, 23h37
  • O cantor porto-riquenho Bad Bunny venceu o Grammy de melhor álbum de música urbana neste domingo, 1 de fevereiro, e utilizou o palco da premiação para rebater as políticas anti-imigração do governo de Donald Trump. “Antes de agradecer isso, tenho que dizer ‘Fora ICE'”, pontuou o astro sem pestanejar. “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos seres humanos e somos americanos. Além disso, quero dizer que sei que é difícil não odiar hoje em dia. Estava pensando, às vezes nós somos contaminados. O ódio fica mais poderoso com ódio. A única coisa mais poderosa que ele é o amor. Temos que ser diferentes. Se vamos à luta, que seja com amor. Não os odiamos, amamos nosso povo e nossa família. Não se esqueçam disso”, concluiu.

    A vitória de Bad Bunny — cujo nome real é Benito Antonio Martinez Ocasio — veio por conta do trabalho em Debí Tirar Más Fotos, disco que mistura batidas contagiantes e letras nostálgicas com o olhar ácido para a xenofobia contra latino-americanos dentro dos Estados Unidos. A posição do cantor o tornou desafeto de Donald Trump e também colocou republicanos contra o Super Bowl 2026, marcado para 8 de fevereiro. O porto-riquenho será o responsável pelo show do intervalo, a contragosto do presidente. Em entrevista ao New York Post, Trump afirmou que Benito e a banda Green Day, que fará o show de abertura, são “uma péssima escolha” e apenas “semeiam ódio”.

    Graças ao disco Debí Tirar Más Fotos, sucesso absoluto de crítica, Bad Bunny foi o artista mais ouvido do Spotify em 2025, desbancando Taylor Swift. Um dos maiores hits do trabalho, NuevaYol, narra o cotidiano de latinos na metrópole americana. O clipe, lançado em julho de 2025, reforça a mensagem quando uma voz similar a de Trump diz: “Cometi um erro, quero me desculpar com os imigrantes na América. Eu estou nos Estados Unidos, sei que a América é o continente inteiro. Quero dizer que esse país é nada sem os imigrantes, é nada sem mexicanos, dominicanos, porto-riquenhos, colombianos, venezuelanos e cubanos”. Por fim, Bad Bunny ainda pendura uma bandeira de Porto Rico na Estátua da Liberdade — apesar de ser uma ilha caribenha, o território é oficialmente parte dos EUA.

    O cantor ainda concorre à categoria de álbum do ano, anunciado ao final da cerimônia.

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