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‘Lá em casa, preto é nome próprio’, diz Gilberto Gil

O cantor, que participou de evento literário no Rio sobre os negros na arte, enfatizou a importância da música para o movimento

Por Bruna Motta
9 nov 2018, 18h57 • Atualizado em 9 nov 2018, 20h44
  • A Festa Literária das Periferias (FLUP) promoveu no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 8, o encontro entre a cantor Gilberto Gil e a cantora Liniker numa mesa artística sobre como a música brasileira embala a juventude, ajudando a moldar seu pensamento e cultura. Eles enfatizaram ainda a relevância de tratar em sua arte da questão negra e da diversidade de gênero — Liniker, para quem não conhece, é uma mulher transgênera. A mediação da mesa foi feita pela pesquisadora Heloísa Buarque de Hollanda.

    Aos 23 anos, Liniker, que lidera a banda Liniker e os Caramelos, viu sua carreira decolar com a publicação de um vídeo na internet em que entoa suas composições. Atingiu mais de cinco milhões de visualizações. “Depois do Brasil, a Polônia é o país que mais assistiu ao vídeo”, conta, ela própria curiosa com a alta audiência no Leste Europeu. Liniker disse que artistas negros como Gilberto Gil ajudaram a abrir as portas do mercado para sua geração. “Eu não existiria sem que você tivesse existido”, derreteu-se. O cantor, que completou 80 anos e lançou seu último CD “Ok Ok Ok” em agosto, comentou: “Lá em casa, preto é nome próprio”, referindo-se à filha e também cantora Preta Gil. O encontro terminou com perguntas da plateia e uma brincadeira do cantor quando perguntado sobre a opinião “dos dois artistas”. Gil brincou: “Somos duas artistas”, arrancando aplausos.

    A FLUP chega a sua sétima edição na Biblioteca Parque do Centro, nos arredores da Praça da República, no Centro do Rio. O objetivo é lançar os holofotes sobre artistas negros. A programação conta com debates e apresentações de poesia, somando mais de oitenta escritores, poetas e pensadores de várias áreas, de dentro e fora do Brasil. O homenageado deste ano é o cantor e compositor Martinho da Vila. A primeira romancista brasileira, a maranhense Maria Firmina dos Reis, também foi lembrada — 2018 é o ano do centenário de sua morte.

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