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Michelle Yeoh a VEJA: ‘Todos merecem uma oportunidade’

Atriz vencedora do Oscar fala do retorno ao universo de Star Trek e de seu papel na luta por representatividade asiática em Hollywood

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 8 fev 2025, 14h36 - Publicado em 8 fev 2025, 08h00

O que a atrai em papéis ambientados em universos ficcionais que mesclam realidades paralelas e fantasia, como a Evelyn de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022) — que lhe rendeu um Oscar — e Philippa Georgiou, que a senhora reprisa agora em Star Trek: Seção 31? Bom, a Georgiou é muito durona, ela faz o que quer e o que diz que vai fazer. O que acontece em Seção 31 é que você consegue ver o lado vulnerável dela e ter um pouco de compreensão de sua origem, de como ela se tornou o que se tornou. Esse tipo de coisa é sempre um desafio para um ator: ser capaz de interpretar um personagem que todo mundo olha e só pensa: “Essa é uma megera deslavada”.

Como assim? O lado interessante de personagens assim é que elas permitem mostrar uma nuance diferente capaz de fazer o público refletir. Esse lado contraditório da Georgiou é uma coisa intrigante que leva as pessoas a pensar: bom, talvez você não deva fazer certas coisas, mesmo que fique tentado a tomar decisões erradas. Acho que esses são os tipos de personagens mais divertidos e desafiadores de interpretar.

O que acha mais fascinante no universo de Star Trek? O universo Star Trek existe há muito tempo e há uma boa razão para isso. Ele nos dá uma sensação de otimismo, de esperança, de que talvez no futuro estejamos todos unidos, com uma diversidade total, igualdade e tudo o mais. E que juntos faremos não apenas da Terra um lugar melhor, mas de toda a galáxia, onde podemos viver em harmonia. Essa tem sido a essência da série desde que ela foi lançada pela primeira vez, muitos e muitos anos atrás, em 1966. Acho que é isso que nos atrai em Star Trek, porque é o que queremos para nós.

Sua carreira é bem diversa, com direito a uma histórica vitória no Oscar, como a primeira asiática a ganhar o troféu de melhor atriz. Sente que seu trabalho contribui para a representatividade das mulheres asiáticas em Hollywood? Sinto que sim, é muito importante, porque é nisso que venho trabalhando por toda a minha carreira. Todos nós merecemos uma chance, apenas uma oportunidade de poder dizer: “Ei, olhe para nós! Ouça as nossas histórias. Veja o que temos a oferecer. Deixe-nos ter essa chance de poder trabalhar”.

Acha que esse movimento tem surtido efeito? Lentamente, mas com certeza dá para ver que a maré está mudando. Ainda precisamos trabalhar muito, muito duro nisso. Não podemos simplesmente nos acomodar e dizer que está tudo bem e fácil. Nunca é fácil. Tudo é trabalho, dedicação, perseverança, mas vale a pena.

Publicado em VEJA de 7 de fevereiro de 2025, edição nº 2930

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