Morre Lindomar Castilho, cantor de ‘Tapas e Beijos’ que matou ex-mulher
Artista foi condenado a 12 anos de prisão por assassinato cometido em 1981
O cantor Lindomar Castilho, conhecido como o rei do bolero, morreu neste sábado, 20, aos 85 anos. A notícia foi confirmada por sua filha, Lili De Grammont, em um desabafo publicado nas redes sociais. “Meu pai partiu! E como qualquer ser humano, ele é finito, ele é só mais um ser humano que se desviou com sua vaidade e narcisismo. E ao tirar a vida da minha mãe também morreu em vida. O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira”, escreveu. A causa da morte não foi divulgada.
A trajetória de Lindomar foi marcada pelo crime que cometeu em 1981, quando assassinou a ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont, durante uma apresentação dela. O feminicídio foi motivado por ciúmes e a não aceitação, por parte de Lindomar, da separação.
Na noite do dia 30 de março, ele invadiu o Café Belle Époque, em São Paulo, e atirou cinco vezes contra Eliane. Carlos Randall, primo de Lindomar, tocava violão na ocasião e também foi ferido. O caso marcou os noticiários policiais, levantando debates sobre crimes passionais.
O julgamento, ocorrido apenas em 1984, mobilizou ativistas, que fizeram vigílias em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Condenado a 12 anos de prisão, Lindomar cumpriu parte da pena e foi liberado nos anos 1990.
Apesar do crime, o cantor construiu uma carreira de sucesso na música brega, sendo a voz de clássicos como Você É Doida Demais, tema de abertura da série Os Normais, e Tapas e Beijos.








