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O incêndio que quase arruinou o Carnaval carioca em 2011

Chamas destruíram material de três escolas de samba do Rio de Janeiro: a Grande Rio, a União da Ilha do Governador e a Portela

Por Bárbara Bigas 11 fev 2026, 12h44 • Atualizado em 11 fev 2026, 17h13
  • Em 7 de fevereiro de 2011, um incêndio atingiu a Cidade do Samba, na zona portuária do Rio, destruindo os barracões das escolas Grande Rio, União da Ilha do Governador e Portela, além do barracão da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). Foram cerca de 4 horas de fogo, que atingiram mais de 8 mil fantasias e totalizaram uma perda de cerca de 20 milhões de reais, a menos de um mês do desfile na Sapucaí.

    A Acadêmicos da Grande Rio foi a mais afetada das escolas. Mais de 3 000 fantasias e oito carros alegóricos foram reduzidos às cinzas, totalizando uma perda de 6 milhões de reais. A União da Ilha do Governador perdeu 2 300 fantasias e um carro alegórico, enquanto a Portela perdeu 2 800 fantasias.

    Com os prejuízos, as três escolas, que integravam o Grupo Especial, perderam qualquer possibilidade de competir. Ficou decidido pela Liesa que nenhuma delas poderia ser julgada ou rebaixada, mas que desfilariam como hors concours, ou seja, sem contar pontos para a apuração final. Houve ainda uma troca na ordem das apresentações após o incêndio: a Portela, que estava cotada para se apresentar na segunda-feira, 7 de março, junto da Grande Rio e União da Ilha, trocou com a Mocidade Independente de Padre Miguel e passou para o domingo, 6, evitando que as três escolas mais afetadas pelo incêndio desfilassem no mesmo dia.

    Efeitos do incêndio

    A tragédia evidenciou problemas de segurança na Cidade do Samba. Segundo uma investigação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), foram encontradas irregularidades na parte elétrica dos barracões, que foram apontadas como possíveis razões do incêndio. Também foi constatado que existiam ligações elétricas improvisadas nos barracões, por falta de tomadas que atendessem todas as necessidades das escolas. Ainda, segundo a Liesa, os sprinklers, que espirram água quando há sinal de incêndio, não estavam funcionando corretamente. A quantidade de extintores de incêndio do estabelecimento também estava longe da necessária: a vistoria encontrou apenas dois no barracão da Imperatriz Leopoldinense, mas um estava vencido e o outro vazio.

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