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Os papéis que transformaram Robert Duvall em um ator lendário

Astro de 'O Poderoso Chefão' morreu aos 95 anos na noite de domingo, 15

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 fev 2026, 17h03 •
  • Na noite deste domingo, 15 de fevereiro, o lendário ator Robert Duvall morreu aos 95 anos, segundo anúncio de sua esposa, Luciana Duvall, sem a divulgação de mais detalhes. O falecimento marca o fim de mais de 60 anos de carreira, dentro dos quais o artista se tornou um dos rostos mais lendários do cinema americano. Relembre cinco papéis essenciais de sua trajetória:

    O Poderoso Chefão (1972)

    O ator Robert Duvall como Tom Hagen em 'O Poderoso Chefão'
    O ator Robert Duvall como Tom Hagen em ‘O Poderoso Chefão’ (CBS/Getty Images)

    O filme que levou Duvall à notoriedade global o colocou no papel do advogado Tom Hagen, que aconselhava a família Corleone de modo calculista e nutria uma relação complexa com Don (Marlon Brando) e seu filho, Michael (Al Pacino), que treina para assumir o comando da dinastia do crime. O desempenho do ator, então aos 41 anos, foi elogiado por grandes críticos da época como Pauline Kael. Anos mais tarde, Roger Ebert escreveu uma crítica da restauração do filme de 1997 e ficou surpreso consigo mesmo: “Apesar da minha familiaridade com Robert Duvall, me peguei pensando ao vê-lo na tela: ‘aí está o Tom'”. O trabalho rendeu a primeira indicação do ator ao Oscar, que perdeu para Joel Grey, do clássico musical Cabaret

    Apocalypse Now (1979)

    Robert Duvall em 'Apocalypse Now'
    Robert Duvall em ‘Apocalypse Now’ (//Reprodução)

    Anos mais tarde, Coppola recrutou Duvall mais uma vez, mas o desafiou com um papel muito diferente do conselheiro. O tenente coronel Kilgore é um sádico fissurado pela destruição em meio à Guerra do Vietnã. Fã do compositor Richard Wagner (1813-1883), ele comanda um ataque aéreo contra uma pequena vila ao som da Cavalgada das Valquírias. A desculpa para a destruição é o resgate do capitão vivido por Martin Sheen, mas fica claro para o público que Kilgore é apenas devoto ao caos. O papel colocou Duvall mais uma vez no páreo do Oscar, mas o ator foi derrotado por Melvyn Douglas, de Muito Além do Jardim.

    A Força do Carinho (1984)

    Cena de 'A Força do Carinho', que o rendeu o Oscar
    Cena de ‘A Força do Carinho’, que o rendeu o Oscar (//Reprodução)
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    O papel que enfim deu a estatueta dourada mais importante de Hollywood a Duvall foi o cantor de country Mac Sledge, que se recupera do alcoolismo com a ajuda da viúva Rosa Lee (Tess Harper) e de seu filho pequeno, Sonny (Allan Hubbard). Para além do vício, a relação com ambos o ajuda a se reconectar com a própria filha distante, vivida por Ellen Barkin. O longa é prova do comprometimento do ator, que colocou a própria voz em jogo e cantou a música tema It Hurts to Face Reality.

    O Apóstolo (1997)

    O pastor Euliss Dewey perde congregação, esposa e filhos no drama dirigido por Duvall
    O pastor Euliss Dewey perde congregação, esposa e filhos no drama dirigido por Duvall (//Reprodução)

    Após anos de carreira e múltiplos prêmios de atuação, Duvall pulou para a cadeira de direção com We’re Not Jet Set (1974). Repetiu a dose com Angelo My Love (1983) e teve seu maior sucesso enquanto cineasta anos mais tarde com O Apóstolo, sobre um pastor texano que faz carreira como locutor de rádio. Para Roger Ebert, o roteiro escrito pelo astro fazia “o que todo ótimo roteiro deve fazer: nos surpreende a cada cena com observações inéditas e revelações”.

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    O Juiz (2014)

    Robert Downey Jr. e Robert Duvall em 'O Juíz'
    Robert Downey Jr. e Robert Duvall em ‘O Juíz’ (//Reprodução)

    Graças ao drama jurídico de David Dobkin, Duvall se tornou o homem mais velho a concorrer ao Oscar de ator coadjuvante, então com 84 anos. Na trama, ele vive um juiz acusado de assassinato e defendido pelo próprio filho, Hank Palmer (Robert Downey Junior), que não poupa esforços para chegar até a verdade. Desde então, o recorde de Duvall foi quebrado por Judd Hirsch, de Os Fabelmans (2022), e Christopher Plummer, de Todo o Dinheiro do Mundo (2017), que concorreram ao troféu aos 87 e 88 anos, respectivamente.

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