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A maçã no meio do caminho do acordo UE-Mercosul

Produtores da fruta adotam cautela, enquanto associação internacional de produtos frescos segue otimista com aumento das exportações

Por Veruska Costa Donato 19 jan 2026, 11h46 • Atualizado em 19 jan 2026, 12h20
  • Os produtores de frutas do Brasil comemoram o acordo, mas a maior cautela vem dos plantadores de maçã. Valeska de Oliveira Ciré, da Associação Internacional de Produtos Frescos (IFPA), afirma que a preocupação está “principalmente na concorrência direta com a produção europeia”. O setor da maçã exige maior vigilância e ajustes para enfrentar a competitividade de um mercado que produz o mesmo item em larga escala.

    Veja os principais pontos da entrevista ao programa Mercado:

    Concorrência com grandes produtores Diferentemente das frutas tropicais, em que o Brasil tem vantagem clara, a Europa conta com grandes produtores de maçã, como França e Polônia.

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    Abertura do mercado interno Como o acordo prevê livre comércio, o Brasil não apenas poderá exportar mais, como também passará a receber produtos europeus. O mercado brasileiro, com cerca de 200 milhões de habitantes, é visto como destino estratégico para os excedentes da produção europeia.

    Janelas de produção A janela de produção da maçã no Brasil ocorre entre fevereiro e abril. Os produtores precisam estar atentos para garantir que o produto nacional consiga competir de forma justa e chegar com qualidade ao consumidor diante da entrada de variedades estrangeiras.

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    Ajustes e prazos Embora a tarifa de 10% para a maçã brasileira entrar na Europa seja eliminada em até 10 anos, o setor encara o tratado com mais receio do que outros polos, devido aos desafios competitivos e à necessidade de aprovação nos parlamentos.

    Ganho estrutural: o principal avanço para os produtores brasileiros é o alinhamento de competitividade com países como Peru e Colômbia, que já possuem acordos favoráveis. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas e tem a Europa como principal destino de exportação, o que facilita o acesso a um mercado de 450 milhões de consumidores.

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    Principais reduções (após aprovação do Parlamento Europeu e dos parlamentos dos países do Mercosul):

    Maçã — a tarifa de 10% será eliminada em até 10 anos. Uva — a tarifa de 11% será zerada assim que o acordo entrar em vigor Limões e limas — a tarifa de 14% será zerada em até 7 anos

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