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A primeira turma foi só o começo

Como o Inteli quer ajudar o Brasil a se desenvolver e a realizar o seu potencial

Por Roberto Sallouti 27 mar 2026, 06h00 •
  • O Inteli, Instituto de Tecnologia e Liderança, formou sua primeira turma no final de 2025. Ao todo, 134 jovens obtiveram seus diplomas em ciência da computação, engenharia da computação, engenharia de software e sistemas da informação, e deram o passo definitivo para a vida adulta e a pavimentação da carreira profissional. Quando eu e André Esteves fundamos o Inteli, sete anos atrás, tínhamos como objetivo suprir uma demanda muito evidente do país por profissionais de ponta que tivessem, além da excelência técnica, habilidades notáveis em negócios, liderança e os valores que acreditamos gerar prosperidade para a sociedade. Ao ajudar a preencher essa lacuna, esse seria o nosso legado para contribuir para o crescimento e o desenvolvimento do país.

    Foram anos de trabalho árduo para montar do zero um projeto pedagógico sólido e estruturar cursos que estivessem adequados às exigências do MEC. Tudo isso com o desafio adicional do nosso pioneirismo como primeira faculdade a se basear 100% em ensino por projetos — com empresas e organizações parceiras promovendo contato próximo com problemas reais de mercado, cujas soluções são desenvolvidas pelos próprios alunos. Formar a primeira turma foi um marco, muito além das simbologias das becas e dos canudos entregues. Foi a prova definitiva de que nossa proposta e modelo de ensino funcionam.

    “Quem constrói a reputação de uma faculdade são os seus alunos”

    É agora que começa realmente a história da instituição. Afinal, quem constrói a reputação de uma faculdade são os alunos egressos. Poucas pessoas sabem quem foram os fundadores de universidades renomadas, como Harvard, Stanford e Princeton. Mas o nível de formação que essas instituições oferecem é notório pelo legado deixado por aqueles que lá estudaram. Queremos o mesmo para o Inteli.

    Os primeiros retornos que tivemos das empresas que empregam nossos alunos são animadores. Eles chegam muito preparados, em um nível acima nos quesitos técnicos e nas soft skills, tão relevantes para o mercado. Isso sem falar naqueles que optaram por seguir carreira acadêmica ou que decidiram empreender. Para a faculdade, o desafio agora é o de manter o pé no acelerador. E há diferentes maneiras de fazer isso. A primeira coisa é nos manter atentos às demandas do mercado. Ao mesmo tempo, precisamos ampliar o apoio institucional e financeiro que já recebemos de outros agentes: pessoas, empresas, fundações. Nosso maior sonho é que um dia o Inteli seja integralmente abraçado e se torne uma instituição de ensino da sociedade brasileira. Nesse dia, seremos apenas aqueles que deram o pontapé inicial e o Inteli será, para sempre, um ativo do Brasil.

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    Por fim, temos que ouvir o feedback mais importante: o dos alunos, atuais e egressos. São eles que confiaram no Inteli e irão carregar o nosso nome para o mercado de trabalho. Se os primeiros anos do Inteli culminaram com a formatura da primeira turma, agora vem o desafio mais importante: manter o trem em direção ao futuro, para contribuir para um Brasil melhor e mais próximo de seu pleno potencial.

    Roberto Sallouti é CEO do banco BTG Pactual

    Os textos dos colunistas não refletem necessariamente as opiniões de VEJA NEGÓCIOS

    Publicado em VEJA, março de 2026, edição VEJA Negócios nº 24

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