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Agro brasileiro ganha uma nova vantagem estratégica

Fertilizante verde já custa quase o mesmo que o produzido com gás natural, indica estudo do Instituto E+ Transição Energética

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 dez 2025, 08h00 •
  • Um estudo do Instituto E+ Transição Energética em parceria com o Rocky Mountain Institute indica que o fertilizante de baixo carbono já é quase tão barato quanto o feito com gás natural no Brasil. Com isso, o Brasil tem espaço para reduzir a dependência externa, fortalecer a segurança do agronegócio e posicionar o país como polo global da transição energética.

    O principal fator está na amônia, responsável por até 90% do custo final do fertilizante. Segundo o estudo, a amônia verde já se mostra competitiva em projetos híbridos que combinam geração renovável dedicada e conexão à rede elétrica, especialmente em polos como Rio Grande e Pecém. A vantagem brasileira decorre da boa quantidade de energia eólica, solar, biomassa e biometano, além de um mercado agrícola de grande escala.

    Hoje, cerca de 97% dos fertilizantes nitrogenados usados na agricultura brasileira são importados, um gargalo estratégico que expõe o setor a choques externos. Em 2024, o déficit comercial do segmento alcançou 4,3 bilhões de dólares, o maior do mundo. A ampliação da produção doméstica surge, assim, como instrumento não apenas ambiental, mas também econômico e geopolítico para o agro.

    O levantamento vai ao encontro das metas do Plano Nacional de Fertilizantes 2050, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que prevê aumento gradual da produção nacional e redução das emissões do setor.

    Considerando a capacidade instalada e projetos em desenvolvimento, o Brasil poderia produzir até 3,8 milhões de toneladas de nitrogênio por ano, o equivalente a 45% da demanda projetada para 2050, sendo 1,2 milhão de toneladas provenientes de fontes de baixo carbono.

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