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Alckmin volta a engrossar o coro contra o patamar da Selic

"Não há razão para o Brasil ter os maiores juros do mundo", afirma o vice-presidente sobre a taxa básica em 13,75% ao ano

Por Larissa Quintino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 mar 2023, 16h50 • Atualizado em 27 mar 2023, 19h06
  • O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, voltou a reforçar o coro de críticas ao atual patamar da taxa básica de juros, a Selic. Segundo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), não há justificativa para o Brasil ter a maior taxa de juros do mundo e afirmou que o governo  está “trabalhando para baixar” a Selic.  

    “Eu sempre ouvi que nós tínhamos três dificuldades: juros, imposto e câmbio. O câmbio agora está bem, o câmbio agora é só estabilidade, não permitir grandes oscilações. O imposto, estamos aí na iminência de termos aí, se Deus quiser, finalmente uma simplificação tributária, que vai dar um impulso na indústria e no emprego. Os juros vamos trabalhar para baixar, porque não tem nenhuma razão, não tem demanda que justifique ter os maiores juros do mundo. E isso dificulta enormemente”, disse Alckmin durante cerimônia de transmissão de cargo do presidente do Conselho Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), de Eduardo Eugenio Gouvea Vieira para Vagner Freitas de Moraes, ex-presidente da CUT.

    Na quarta-feira passada, o Banco Central manteve a Selic no patamar de 13,75% ao ano, o maior nível desde 2016. A taxa de juros nominal é a segunda maior do mundo, atrás da Argentina, e a maior em termos de juros reais. A pressão vinda do governo e de outros setores da sociedade, em especial, da indústria, aumentou após o comunicado da decisão. O BC afirmou que deve manter a taxa de juros em patamar mais elevado e “não hesitará” inclusive em aumentá-los, caso a pressão inflacionária aumente. O mercado financeiro projeta o IPCA em 5,93% ao final de 2023, patamar acima do teto da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,75%.

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