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Apoiar o esporte pode diminuir o valor do imposto de renda

Pessoas físicas podem deduzir até 7% do imposto devido por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Confira como funciona

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 mar 2025, 16h21 • Atualizado em 1 abr 2025, 10h59
  • Entre os gastos que podem ser deduzidos do Imposto de Renda, cuja temporada de entrega da Declaração de IRPF vai até o fim de maio, estão despesas com saúde, educação, previdência privada e pensão alimentícia. Além disso,  quem apoia o esporte através da Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/06) também pode abater do imposto valores destinados a doações e patrocínios de projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo governo.

    “Criada para fomentar a prática esportiva no Brasil, a Lei de Incentivo ao Esporte permite que pessoas físicas e empresas tributadas pelo Lucro Real deduzam do Imposto de Renda quantias direcionadas a projetos aprovados pelo Ministério do Esporte”, explica Vanessa Iannibelli, da CCLA Advogados.

    As doações são contribuições sem expectativa de retorno financeiro, permitindo que pessoas físicas deduzam até 7% do imposto devido. Já o patrocínio, realizado por empresas, configura um investimento direcionado a eventos, atletas ou equipes, possibilitando a dedução de até 2% do IRPJ.

    “Essa lei é uma ferramenta estratégica para que empresas contribuam com o desenvolvimento esportivo do país, ampliando projetos e democratizando o acesso ao esporte”, afirma Vanessa Pires, CEO da Brada, consultoria especializada em conectar investidores a iniciativas de impacto social.

    O impacto do incentivo

    Desde pequenos projetos sociais até grandes clubes de futebol, a Lei de Incentivo ao Esporte tem sido um motor para expandir o acesso à prática esportiva. Confira alguns exemplos de iniciativas beneficiadas:

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    A Associação Encaminhando é focada na gestão de projetos financiados por incentivos fiscais e destaca no segmento esportivo. Seu principal programa, o “Na Atividade”, promove ginástica recreativa e já impactou mais de 620 pessoas em Mangaratiba e Itaguaí (RJ). O projeto gerou 70 empregos e organizou 60 eventos voltados à inclusão social.

    “Utilizamos oficinas esportivas como ferramentas de transformação social. O esporte vai além do lazer: ele promove desenvolvimento pessoal e inclusão”, afirma Cleverson Dutra, diretor de projetos da entidade.

    Em Minas Gerais, o Contagem Towers, bicampeão mineiro de basquete masculino, usa os recursos captados para formar jovens atletas e promover conscientização sobre os riscos do uso de álcool e drogas. Desde sua criação, o projeto já beneficiou mais de 600 jovens.

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    “Nossa missão é oferecer novas oportunidades e transformar vidas por meio do esporte”, diz Wanderson Trigueiro, coordenador da iniciativa. Atualmente, o programa atende 150 atletas, com equipes que competem em torneios estaduais e nacionais.

    Clubes de futebol também utilizam a Lei de Incentivo ao Esporte para investir na formação de jogadores. Times como Santos, Flamengo e Atlético Mineiro e o Cuiabá destinam parte do imposto devido ao fortalecimento de suas categorias de base. “O desenvolvimento de jovens talentos depende de estrutura e capacitação. A possibilidade de direcionar parte do IR para isso permite que torcedores apoiem diretamente o futuro do clube”, afirma Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá.

    “Os projetos habilitados para captar recursos são publicados no Diário Oficial da União. Empresas podem conhecê-los por meio de captadores de recursos, que conectam investidores a iniciativas esportivas”, explica Anderson Rubinatto, CEO da Goolaço, empresa especializada em marketing esportivo.A lista completa de projetos aptos a receber investimentos pode ser consultada no site do Ministério do Esporte: lista de projetos aptos.

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