ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Banco Central proíbe pagamento por WhatsApp

Visa e Mastercard, as duas maiores bandeiras de cartões do país, estão impedidas de trabalhar com o aplicativo do Facebook

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jun 2020, 18h41 | Atualizado em 23 jun 2020, 19h07
Banco Central proíbe pagamento por WhatsApp Priorizar nos meus resultados Google

O Banco Central alterou uma de suas circulares para impedir que o WhatsApp se transforme num meio de pagamento. Segundo o BC, é necessário preservar um adequado ambiente competitivo, que assegure o funcionamento de um sistema de pagamentos interoperável, rápido, seguro, transparente, aberto e barato. “No âmbito de suas atribuições de regulador e supervisor dos arranjos de pagamento no Brasil, o Banco Central (BC) determinou a Visa e Mastercard que suspendam o início das atividades ou cessem imediatamente a utilização do aplicativo WhatsApp para iniciação de pagamentos e transferências no âmbito dos arranjos instituídos por essas entidades supervisionadas”, afirmou em nota publicada às 18h10 desta terça-feira, 23. O aplicativo do Facebook iniciou o sistema de pagamento no último dia 15. A decisão é tomada poucos dias após os três maiores bancos privados do país reclamarem ao BC sobre a nova modalidade.

A autoridade monetária mudou as regras do jogo após decisão colegiada, demonstrando a necessidade de articulação de toda a diretoria do órgão para barrar o aplicativo. A norma publicada às 18h desta terça, e assinada por João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, altera regulamentos antigos para fazer valer o poder de veto do BC à entrada do Whatsapp no sistema financeiro. O grupo alterou a circular 3.682, de 2013, para incorporar o seguinte texto: “Caso o Banco Central do Brasil considere que determinado arranjo oferece risco ao normal funcionamento das transações de pagamentos de varejo […] decidirá por sua integração ao SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) e oficiará seu instituidor sobre a decisão.” Ou seja: o Banco Central agora decide qual empresa e formato poderá integrar o sistema de pagamentos ou não.

O novo texto da circular ainda diz que “as normas aplicáveis aos arranjos que integram o SPB, inclusive quanto à eventual necessidade de autorização para funcionamento, passarão a se aplicar ao arranjo e a seu instituidor após 30 dias, contados da data do recebimento da comunicação referida no caput, salvo se o Banco Central do Brasil especificar prazo diverso em sua decisão ou condicionar o início ou a continuidade das atividades do arranjo à obtenção de autorização”. Isso quer dizer que o Banco Central, além de não precisar cumprir um prazo de 30 dias para emitir uma autorização pode definir a descontinuidade das atividades desse novo operador.

Como deixou bem claro, o Banco Central tomou tais medidas para impedir o início das operações de pagamentos por meio do WhatsApp. Os meios de pagamento estão sob ataque, e um formato tão simples e barato quanto o sugerido pelo aplicativo do Facebook é algo que pode mudar por completo o setor no país. Ao invés de proporcionar competição, o BC joga a favor do setor das maquininhas, atrasando a evolução do sistema de pagamentos no país.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).