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Ibovespa anda de lado e cresce expectativa em torno da “Supersemana”

Mercado repercutiu a prévia da inflação na falta de notícia melhor envolvendo a disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos

Por Daniel Fernandes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 jul 2025, 17h14 •
  • Um pregão meio sem graça, com cara de sexta-feira e com o mercado ao que tudo indica tomando fôlego para a “supersemana” que se aproxima. Menos por conta das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, que não devem se alterar, e mais por causa da bomba-relógio do tarifaço norte-americano prometido para agosto. Sem esquecer do início para valer da temporada de balanços do segundo trimestre, que reserva a divulgação de dados por parte de dois bancões – Santander e Bradesco – e que conta ainda com dados da Vale.

    Assim, a bolsa ficou quase no zero a zero. Caiu 0,2% e encerrou a semana cotada aos 133,4 mil pontos. Nunca é demais lembrar que o Ibovespa começou o ano em torno dos 120 mil pontos, subiu a ladeira até os 141 mil pontos no primeiro semestre e sentiu o baque do tarifaço de Donald Trump, impedindo novas escaladas rumo aos 150 mil pontos – uma projeção do mercado para o fim do ano e marca simbólica a ser conquistada.

    Em mais um pregão ruim, o Bradesco (BBDC4) teve nova queda, desta vez, decerca de 1%. O Santander (SANB11) fechou o pregão quase estável. Na quarta-feira, dia de Copom e Fed, os dois bancos divulgam seus resultados do trimestre encerrado a pouco. A Vale (VALE3) também. O papel da mineradora caiu quase 2% na sessão desta sexta-feira. É a tensão pré-resultados. A ação da Petrobras (PETR4) terminou o dia com valorização pequena, em torno de 0,3%.

    Agência do banco Bradesco na Avenida Paulista, em São Paulo - 22/01/2018
    Agência do banco Bradesco na Avenida Paulista, em São Paulo – 22/01/2018 (Gustavo Luizon/VEJA.com)

    Sessão marcada pela prévia da inflação

    Sem notícia relevante em torno de negociações entre brasileiros e norte-americanos por conta do tarifaço, o mercado refletiu também sobre os dados da prévia da inflação oficial, determinada pela divulgação mais cedo do IPCA-15 pelo IBGE. O índice oscilou para cima em 0,33% em julho, maior do que os 0,26% registrados no mês anterior. Tá ruim, mas tá bom, uma vez que o acumulado em 12 meses é de 5,30%. levemente acima dos 5,27% registrados no período anterior, mas ainda assim para além da meta da inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O colegiado definiu a meta em 3%, podendo chegar a 4,5% como teto.

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    E numa semana marcada pela indefinição e pelo acirramento da disputa ideológica entre direita e esquerda em torno do tarifaço de Donald Trump, a boa notícia ficou por conta de relatório do Bank of America. Os norte-americanos, com base nos resultados do IPCA-15, revisaram pra baixo suas previsões para a inflação brasileira. De 5,4% para 5,0% neste ano (portanto, ainda acima da meta), de 4,5% para 4% no ano seguinte e de 4,0% para 3,5% em 2027. O relatório é assinado por David Beker, que é chefe de economia para Brasil e de estratégia para a América Latina do BofA.

    Dólar forte

    Por fim, o dólar se valorizou nesta última sessão da semana, em torno de 0,73%, cotado a 5,56 reais. Para a Nomad, isso tem a ver com o fortalecimento global da moeda norte-americana, resultado do otimismo em torno de novos acordos comerciais que podem ser celebrados pelos Estados Unidos, especialmente com a União Europeia, que seria o mais importante depois do ajuste comercial feito com o Japão nesta semana que termina.

     

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