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Brasil negocia acordo bilateral com os EUA, diz Haddad

"Tem uma equipe do presidente Lula sentada à mesa com o governo americano tratando do nosso acordo bilateral", afirmou Haddad nesta terça-feira

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jul 2025, 10h18 • Atualizado em 8 jul 2025, 11h33
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 8 que o Brasil mantém relações com todos os blocos econômicos e está, neste momento, negociando um acordo bilateral com os Estados Unidos. “Tem uma equipe do presidente Lula sentada à mesa com o governo americano tratando do nosso acordo bilateral. Então, nós estamos focados no trabalho técnico que está sendo feito por eles”, disse o ministro a jornalistas na chegada ao Ministério da Fazenda.

    O comércio entre Brasil e Estados Unidos  bateu recorde neste ano e atingiu a marca inédita de 20 bilhões de dólares no primeiro trimestre. Vale ressaltar que os Estados Unidos registram seguidos superávits na relação comercial com o Brasil.  Dados da Amcham Brasil mostram que os EUA encerraram o trimestre com um superávit comercial de 654 milhões de dólares.  Amcham Brasil alerta que as taxações de 10% sobre exportações brasileiras  podem complicar o ambiente comercial daqui para frente e defende que o comércio bilateral continue baseado em previsibilidade e diálogo.

    Ameaça aos Brics

    A afirmação do ministro ocorre um dia após Trump  ameaçar  países que “se alinharem com políticas antiamericanas do Brics” com tarifa adicional de 10%.  “O Brasil não tem relação só com o Brics, mas com o mundo inteiro. Estamos fechando um acordo com a União Europeia, vários bilaterais com países do Oriente Médio, do Brics e com outros que não pertencem ao Brics. Nós não podemos, pela escala da economia brasileira, prescindir dessas parcerias”, afirmou o ministro. Haddad também citou riscos de favorecer blocos específicos. “Toda vez que você favorece um grupo econômico, prejudica a economia”, disse.

    Também sobre a ameaça do presidente dos Estados Unidos, O presidente Lula afirmou que “o mundo não quer imperador” e que um presidente americano “não pode dar palpite na vida dos outros países” e que os Brics não nasceram para afrontar ninguém. O vice-presidente Geraldo Alckmin também se manifestou.: “Os EUA só têm a ganhar com o Brasil. Defendemos avançar no diálogo e fortalecer o comércio exterior recíproco”. O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim,  reforçou a posição do Brasil e disse que a cobrança seria um tiro no pé para os Estados Unidos.

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