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Carta ao Leitor: O Brasil abastado

O mercado de alta renda está crescendo acima da média da economia brasileira — e isso é uma vantagem do país para atrair investimentos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 mar 2026, 06h00 •
  • Há muitos Brasis dentro do Brasil. Dentre eles, um Brasil com 1,5 milhão de adultos que usufruem de renda média mensal de 94 000 reais. Alguém pode dizer que isso denota a desigualdade, realmente uma questão no país. E, de fato, esse grupo concentra perto de 24% da renda total auferida pelas famílias brasileiras. Mas há outra visão: a riqueza é o motor do capitalismo, o grande estímulo a inovar, empreender, investir e gerar empregos. Nesta edição de VEJA NEGÓCIOS, a reportagem de capa, “Luxo em ondas”, mostra como setores dedicados a atender as pessoas mais abastadas têm crescido acima da média da economia nacional e mais que a média mundial dessa categoria do consumo. Isso atrai investimentos de empresas e marcas que querem vir participar de um mercado cujo movimento passa de 100 bilhões de reais por ano.

    Uma empresa se destaca como o maior grupo do Brasil com atuação para oferecer serviços e produtos direcionados à alta renda: a JHSF. Originalmente, foi uma incorporadora, mas cada vez mais vai muito além dos imóveis, com clubes exclusivos, shoppings de luxo, hotéis, restaurantes e até um aeroporto, o único no país apenas para aviação executiva.

    Outra face desse Brasil diverso, uma indústria de equipamentos sexagenária de origem familiar, no interior de Santa Catarina, hoje se distingue como uma multinacional de liderança global em seu principal produto. Trata-se da WEG, cuja expansão se dá por saber surfar a onda da eletrificação, que vai tomando conta de tudo, acelerada agora pela necessidade de preservação ambiental. Grande exportadora, a WEG sobressai também com 66 fábricas espalhadas por dezoito países.

    O Brasil, que é berço de empresas como a WEG e a JHSF, está na mira de grupos internacionais como a Oracle, um dos ícones de tecnologia do Vale do Silício. O CEO de sua operação local, Alexandre Maioral, conta em Direto ao Ponto, que o Brasil reúne atributos que levam a Oracle a projetar a ampliação da presença por aqui, no cenário de centros de dados e inteligência artificial em alta.

    Nesta edição, VEJA NEGÓCIOS completa dois anos. Há mais para ler nas páginas a seguir — e muito mais virá pela frente. Continue conosco!

    Publicado em VEJA, março de 2026, edição VEJA Negócios nº 24

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