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China surpreende com alta de 5,4% no PIB

O apoio fiscal e monetário à economia dado pelo governo de Xi Jinping foram responsáveis pelo crescimento; choque tarifário dos EUA é iminente

Por Da redação
16 abr 2025, 08h55 • Atualizado em 16 abr 2025, 14h28
  • A economia da China cresceu acima das expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2025. Com o avanço de 5,4%, na comparação com igual período do ano passado, o PIB (produto interno bruto) da China surpreendeu o mercado, que projetava alta de 5,1%.

    O anúncio chega em um momento de tensão na relação comercial com os Estados Unidos. Até o início de abril, o governo de Donald Trump havia colocado tarifas de 20% sobre os produtos chineses. Depois do anúncio do “Dia da Libertação”, as taxas subiram progressivamente, passando para 54%, 104% e 145%, com exceção de alguns setores.

    Além da disputa com os EUA, a China vivia momentos de queda do consumo interno. O apoio fiscal e monetário à economia dado pelo governo de Xi Jinping foram responsáveis pelo crescimento, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas. Também contribuíram os dados da produção industrial, que avançou 6,5% nos três primeiros meses do ano, frente aos 5,7% do trimestre anterior. O varejo, por sua vez, teve alta de 4,6% na comparação anual, sinalizando alguma reação da demanda doméstica.

    O Escritório Nacional de Estatísticas da China reconheceu que o ambiente internacional se tornou “mais complexo e severo” com o agravamento das tensões comerciais com os EUA. O órgão também afirmou que ainda não há sinais consistentes de uma recuperação sustentada. “Ainda não está consolidada a base para uma recuperação econômica sustentada e para o crescimento”, afirmou o escritório, destacando a necessidade de “políticas macroeconômicas mais proativas e eficazes”.

    Em declaração à imprensa, o vice-comissário do órgão, Sheng Laiyun, afirmou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos aumentam a pressão sobre o comércio e a economia chinesa. Desde o início do ano, o governo de Donald Trump ampliou as taxas sobre produtos chineses para até 145%, medida que foi respondida por Pequim com tarifas de até 125% sobre bens americanos.

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