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Com bens bloqueados devido ao Banco Master, Tanure perde ações da Light e da Alliança Saúde

Credores de Tanure assumem ações da Light e da Alliança, em meio a suspeitas de que o empresário seja um sócio oculto do Master

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 fev 2026, 09h23 • Atualizado em 9 fev 2026, 15h45
  • Credores de Nelson Tanure comunicaram neste fim de semana que assumiram as participações acionárias que o empresário detinha na concessionária de energia Light e na Alliança Saúde, que controla diversas redes de diagnóstico médico. A assunção das ações é um desdobramento do bloqueio de bens de Tanure determinado em 6 de janeiro pelo ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), no bojo das investigações sobre as fraudes financeiras cometidas pelo Banco Master, que culminaram na sua liquidação extrajudicial em 18 de novembro.

    Segundo Toffoli, há indícios de que o empresário era um “sócio oculto” de Daniel Vorcaro no Banco Master, influenciando a gestão por meio de “fundos e estruturas societárias complexas”. Na ocasião, os advogados de Tanure classificaram o bloqueio como uma atitude “equivocada” e negaram quaisquer ligações do empresário com o Master.

    Enquanto o caso tramita no STF, os credores de Tanure buscam reaver seu dinheiro. É o caso do fundo Opus, que assumiu uma fatia de 9,9% da Light que pertencia a ele. Segundo um comunicado ao mercado, o Opus informou que pretende alterar o controle ou a estrutura administrativa da concessionária. O fundo acrescentou que “está tomando as devidas providências para promover a venda da referida participação, não tendo, portanto, a intenção de se manter como acionista na companhia”.

    O maior movimento de credores de Tanure envolveu as ações da Alliança Saúde, onde os interesses do empresário são representados pela Lormont Participações e pelo fundo Fonte de Saúde. Em conjunto, esses veículos de investimento tiveram sua participação na companhia reduzida para 6,96%. O fundo Opus ficou com uma fatia de 49,11%, e o fundo Infratelco, da gestora Prisma Capital, levou outros 10,72%. Em comunicados ao mercado, o Opus e a Infratelco afirmam que não têm a intenção de alterar a composição acionária ou a estrutura administrativa da Alliança. Ambas informaram ainda que já tomaram providências para a venda dos papéis.

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