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Como a questão Master, TCU e BC mexe com o dólar e a inflação

Incerteza jurídica e atividade econômica menor preservam política monetária mais dura

Por Veruska Costa Donato 8 jan 2026, 12h37 •
  • A produção industrial abaixo do esperado – com queda anual de 1,2% em novembro – e a insegurança jurídica no caso envolvendo Banco Master, TCU e Banco Central mexem não só com a política, mas também com a economia brasileira. No programa Mercado o economista Jason Vieira (Lev DTVM) alertou para o cenário de atividade mais fraca — justamente quando o país ainda convive com pressões inflacionárias e incertezas fiscais.

    Nesse ambiente, Vieira destacou que o Banco Central tende a preservar uma política monetária conservadora. O motivo central é o dólar. Qualquer sinal de fragilidade institucional ou de risco sistêmico, segundo ele, pode levar investidores a buscar a moeda americana como porto seguro. “Dólar em alta vira inflação — e inflação é tudo o que o governo não quer em ano eleitoral”, resumiu.

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    É nesse ponto que entra o caso Banco Master. Para o economista, a interferência de instâncias políticas e jurídicas em decisões técnicas mina a confiança nas instituições. Se o mercado passar a enxergar que conexões políticas protegem erros financeiros, o reflexo é imediato: fuga para o dólar, pressão inflacionária e juros mais resistentes à queda. O cenário externo não ajuda. Com um mercado de trabalho ainda aquecido nos EUA, o Federal Reserve pode cortar juros menos do que o mercado espera — reforçando um dólar forte lá fora e ampliando os riscos por aqui.

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