Como ficam as tarifas do aço brasileiro?
O presidente do Instituto Aço Brasil diz que tarifas não devem se acumular aos atuais 50% já impostos pelo governo Trump
O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, disse que não acredita que as tarifas anunciadas nesta quarta-feira pelo presidente Donald Trump- e que vão começar em 1 de agosto- vão se acumular às tarifas atuais impostas ao aço brasileiro. Atualmente, o setor já enfrenta 50% de taxação adicional imposta a produtos de aço e alumínio.
O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os Estados Unidos. Na cadeia do aço, Estados Unidos e Brasil detêm parceria comercial de longa data, que vem sendo, historicamente, favorável ao primeiro. O comércio dos principais itens da cadeia do aço – carvão, aço e máquinas e equipamentos – Estados Unidos e Brasil detêm uma corrente de comércio de US$ 7,6 bilhões, sendo os Estados Unidos superavitários em US$ 3 bilhões, segundo dados do Instituto Aço Brasil.
Na época em que a tarifa para o aço entrou em vigor, o instituto divulgou nota em que citava esses dados, e afirmava que a demanda por aço não será suprida pelos Estados Unidos de forma imediata, tornando a imposição de tarifas adicionais prejudicial, tanto para exportadores brasileiros quanto para setores industriais norte-americanos.
Lopes afirmou em entrevista ao Valor nesta quinta-feira que essa nova imposição de tarifas aos produtos brasileiros foi uma decisão política de Trump e que o anúncio prejudica o que estava sendo encaminhado na discussão da renovação do acordo iniciado em 2018, quando Trump aplicou uma taxa de 25% sobre o aço.






