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Como o Brasil pretende retaliar os EUA após o tarifaço?

Ministro chefe da Casa Civil disse que o Brasil vai criar um grupo de estudos para analisar como será a retaliação frente às tarifas de 50% impostas por Trump

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jul 2025, 09h32 • Atualizado em 10 jul 2025, 11h15
  • O Brasil vai criar um grupo de estudos para avaliar como será a retaliação do país frente à imposição dos Estados Unidos de tarifas de 50% para os produtos importados do Brasil, segundo afirmação do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. O Brasil também vai com esse grupo estudar a abertura de novos mercados para mitigar os efeitos da taxação, caso ela seja mantida.

    O governo brasileiro vai negociar até o dia 1º de agosto com os Estados Unidos, data limite imposta por Trump para o início do que chamou de tarifas recíprocas. Anunciadas em abril, as tarifas haviam sido suspensas por 90 dias, prazo que expirou nesta semana. Com isso, o presidente americano decidiu que a data limite seria no primeiro dia do próximo mês.

    A decisão do governo americano tem motivação política. O presidente Trump afirma explicitamente no texto que a medida é uma resposta a medidas do Judiciário brasileiro contra redes sociais americanas e ao que ele chama de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O presidente americano diz também que a relação comercial com o Brasil é injusta. No entanto, a afirmação não encontra base na realidade. Aos longos dos últimos 15 anos, o Estados unidos registraram sucessivos superávits comercial na relação com o Brasil, chegando a 410 bilhões de dólares.  Ou seja, o Brasil vende menos e compra mais dos Estados Unidos. Somente no ano passado, o superávit dos Estados Unidos foi de 28,6 bilhões de dólares no ano passado, segundo os dados do Ministério do Comércio Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo. Em resposta à taxação, o presidente Lula disse que o Brasil  é soberano e não aceita ser tutelado por ninguém. 

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do programa VEJA Mercado:

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