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Conta de luz vai ter aumento médio de 4,48% em SP

A concessionária atende a 6,9 milhões de unidades consumidoras na cidade de São Paulo e região metropolitana

Por Da redação
27 jun 2017, 12h43 • Atualizado em 27 jun 2017, 13h44
  • A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira um reajuste médio de 4,48% nas tarifas da Eletropaulo. Para consumidores conectados à alta tensão, o aumento será de 2,37%, e para a baixa tensão, de 5,37%.

    As novas tarifas vigoram a partir de 4 de julho.

    A concessionária atende a 6,9 milhões de unidades consumidoras na cidade de São Paulo e Região Metropolitana.

    Para a Energisa Tocantins, a Aneel aprovou um reajuste médio de 6,02% nas tarifas. Para os consumidores conectados à alta tensão, o aumento será de 7,72%, e para a baixa tensão, de 5,50%. A empresa atende a 571 mil unidades consumidoras no Tocantins.

    Transmissoras

    A Aneel aprovou  um reajuste de 74,74% nas tarifas recebidas por nove transmissoras de energia para o ciclo 2017/2018. Juntas, as empresas terão uma receita anual permitida (RAP) de 23,736 bilhões de reais.

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    A nova RAP será aplicada a partir de 1º de julho para CEEE-GT, Celg-GT, Cemig-GT, Copel-GT, CTEEP, Eletronorte, Eletrosul, Furnas e Chesf.

    O principal motivo do elevado aumento tarifário é a inclusão de uma parcela referente a indenizações devidas a essas empresas. Do aumento de 74,74%, 69,19 pontos porcentuais (p.p.) dizem respeito às indenizações; 3,23 p.p. ao reajuste previsto em contrato; e 2,32 p.p. aos investimentos mais recentes na expansão da rede.

    As indenizações se referem a investimentos mais antigos, realizados antes do ano 2000, mas que ainda não haviam sido completamente amortizados. Ao aceitarem a renovação antecipada das concessões, por meio da Medida Provisória 579/2012, as companhias garantiram direito à indenização.

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    O pagamento desses valores, no entanto, só foi regulamentado em 2016, por meio da Portaria 120 do Ministério de Minas e Energia. A Aneel estima que essa conta somaria 62 bilhões de reais nos próximos oito anos, incluindo principal, atualização e remuneração entre 2013 e 2017, além dos valores entre 2017 e o fim da vida útil de cada ativo.

    Uma ação judicial de associações de grandes indústrias questiona a parcela de remuneração sobre esses valores, que não estava prevista na MP 579/2012. Ao calcular a receita das transmissoras, a Aneel considerou os efeitos dessa decisão, que reduziu a conta em R$ 9 bilhões, para cerca de R$ 53 bilhões.

    (Com Estadão Conteúdo)

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