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Crise expressa: Correios estão derretendo — e rápido

Num mercado em que a agilidade separa vencedores de perdedores, a estatal segue presa a uma formatação lenta, pesada e burocrática

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 dez 2025, 08h00 • Atualizado em 26 dez 2025, 10h12
  • Os Correios estão entre a reforma e o colapso. Se a situação já vinha ruim há vários anos, em 2025 ficou ainda pior. A companhia de serviços postais e entregas de mercadorias apresentou um prejuízo de 6 bilhões de reais nos primeiros nove meses do ano. O buraco foi muito maior do que o rombo de todo o ano de 2024, quando o resultado negativo chegou a 2,6 bilhões de reais. A estatal está derretendo — e rápido. A concorrência de empresas privadas mais eficientes, turbinadas pelo boom de entregas em domicílio durante a pandemia da covid-19, deixou os Correios distante de bons resultados. Num mercado em que a agilidade separa vencedores de perdedores, a empresa segue presa a uma formatação lenta, pesada e burocrática.

    No início da atual gestão, Lula retirou a estatal da lista de privatização e resistiu em enxugar sua estrutura e folha de pagamentos. Como resultado, as contas ficaram insustentáveis e foi preciso fazer trocas no comando da companhia. O economista Emmanoel Rondon assumiu a presidência dos Correios em setembro com a promessa de arrumar a casa. Uma das agendas iniciais foi a viabilização de um empréstimo de 20 bilhões de reais para tentar reerguer o gigante combalido. A operação teria garantia do Tesouro Nacional, ou seja, colocaria o contribuinte como fiador de uma empresa em queda livre. O aporte terminou barrado pelo próprio Tesouro, que considerou abusivos os juros pedidos pelos bancos. Seguiram-se negociações para reduzir os juros, culminando em uma redução do montante para 12 bilhões de reais. Como alternativa, o governo avalia um aporte direto na empresa.

    A nova gestão aprovou um plano de reestruturação no final de novembro. Extremamente otimista, o documento mira uma redução do déficit em 2026 e a volta ao lucro em 2027. Um programa de demissões voluntárias, a venda de imóveis e o fechamento de até 1 000 pontos de atendimento estão entre as propostas. Os Correios estimam que o desapego de imóveis pode render até 1,5 bilhão de reais. Há sérias dúvidas se tudo isso será o bastante para o país testemunhar, enfim, o encerramento da fase de rombos e de prejuízos ainda maiores para a sociedade.

    Publicado em VEJA de 24 de dezembro de 2025, edição nº 2976

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