Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Dia dos Pais injeta R$ 1 bilhão extra no varejo paulista, mas crescimento expõe dilemas

O principal motor das vendas neste ano são os eletrodomésticos e eletrônicos, segundo dados da Fecomércio

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 ago 2025, 10h56

As vendas do comércio varejista em São Paulo devem ganhar um impulso de 1 bilhão de reais neste mês de agosto, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo projeção da FecomercioSP. A expectativa é que o faturamento com o Dia dos Pais atinja 30 bilhões de reais no estado, uma alta de 3,7%. Na capital, o avanço será um pouco mais modesto: 2,7%.

O principal motor das vendas neste ano são os eletrodomésticos e eletrônicos, cujas receitas devem saltar quase 10% na capital (223,7 milhões  de reais a mais) e 6,2% no estado. O economista Fábio Pina, consultor da FecomercioSP, ressalta que, apesar dos juros altos, que a decisão de compra segue sendo motivada pelo bolso: “A sensibilidade do consumidor é paquidérmica. Ele compra se cabe no bolso.” O setor segue estimulado pelo mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda.

Roupas, calçados e tecidos também vão bem: crescimento de 4% nas vendas no estado e 2,2% na capital, impulsionados por promoções fora dos grandes centros. Já o segmento de farmácias e perfumarias cresce no interior (alta de 1,9%), mas cai na capital (-1%).

Problemas à vista

Apesar dos bons números, Pina faz um alerta sobre os riscos à frente e a falta de sustentabilidade dessa alta no consumo: “Temos uma política fiscal em desequilíbrio, com gasto público elevado que sustenta esse crescimento de forma artificial. O emprego e a renda ajudam a justificar o aumento das vendas e o volume de crédito, mesmo com juros altos. Mas esse cenário não se perpetua sem custo. Em algum momento, essa conta chega”, diz. Resta saber quando.

Os efeitos do tarifaço podem também atrapalhar as vendas. Caso setores afetados comecem a demitir, o comércio pode sentir uma redução de demanda.  Com graves problemas fiscais, o montante de recursos disponíveis para socorrer setores também é limitado. ” Se houvesse austeridade e reservas, o governo teria folga fiscal para gastar um pouco mais com fenômenos desse tipo”, diz.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

SUPER BLACK FRIDAY

Digital Completo

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 3,99/mês
SUPER BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Completo

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$47,88, equivalente a R$3,99/mês.