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Dólar intensifica alta com Gleisi Hoffmann em ministério; Ibovespa cai

Chegada de deputada à pasta de articulação do governo preocupa diante de sua retórica crítica a corte de gastos e alta de juros

Por Redação Atualizado em 28 fev 2025, 16h09 - Publicado em 28 fev 2025, 14h43

O dólar intensificou o movimento de alta registrado nesta sexta-feira 28 após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidir colocar a presidente nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-SP) à frente da Secretaria de Relações Institucionais, ministério responsável pela articulação política do governo.

Perto das 14h15, o dólar subia 0,56%, cotado a 5,87 reais. No começo da tarde, a moeda se firmava em um movimento de alta, mas com menos ímpeto, na faixa dos 5,84 reais. Seguindo o mau humor dos investidores, o Ibovespa recua 0,87%, aos 123.697 pontos.

A chegada de Gleisi ao ministério foi confirmada pelo Planalto e a posse dela está prevista para o dia 10 de março. Gleisi ficará no lugar de Alexandre Padilha, que foi realocado no Ministério da Saúde, com a demissão de Nísia Trindade. Com a reforma ministerial do governo em curso, novas mudanças são esperadas.

A reação dos investidores é resultado de uma leitura negativa da decisão de Lula, porque Gleisi é contra diversas pautas defendidas por participantes do mercado, como um choque de gestão nas contas públicas, o que inclui redução de gastos, além dos ataques proferidos no passado às altas de juros pelo Banco Central, em especial durante a presidência de Roberto Campos Neto.

“A Gleisi faz parte dessa área mais radical e retrógrada do PT, ligada a movimentos sociais e sem muita afinidade ou compromisso com ajuste fiscal. Ela é sempre crítica ao que se fala de ajuste fiscal. Sendo esse o principal problema hoje macroeconômico do Brasil, é ruim ter alguém lá que está ganhando poder sem um compromisso com essa pauta”, diz Gustavo Jesus, sócio da RGW Investimentos, sobre o impacto da escolha no humor do mercado. 

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O dólar chegou a esboçar um movimento de queda no começo dos negócios com os dados sem surpresas do índice de preços com gastos de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), principal indicador de inflação usado pelo Federal Reserve, o banco central americano, para definir sua política monetária. No entanto, logo depois, passou a avançar e ganhar força aos poucos.

No pano de fundo, os mercados também reagem às tarifas impostas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, a México, Canadá e China. Após voltar atrás na imposição de tarifas aos mexicanos e canadenses, o prazo de trégua passou e as alíquotas voltam à mesa. No caso da China, a situação é mais delicada, dado que não apenas foi aplicada uma tarifa de 10%, como Trump decidiu colocar uma tarifa adicional de 10%.

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