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Em semana de Copom, mercado volta a aumentar projeção para inflação

Analistas consultados pelo Boletim Focus, do Banco Central, estimam o IPCA em 4,59%, estourando o teto da meta

Por Larissa Quintino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 nov 2024, 08h50 • Atualizado em 4 nov 2024, 13h58
  • Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a subir a projeção da inflação para este ano pela quinta semana consecutiva. Segundo os dados compilados pelo Boletim Focus e divulgados nesta segunda-feira, 4, o IPCA deve encerrar o ano em 4,59%. A perspectiva é 0,04 ponto percentual maior que a da semana passada.

    A projeção do mercado financeiro é que a economia estoure a meta de inflação. Neste ano, o centro é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%. Para 2025, os analistas também subiram a estimativa de inflação, de 4% para 4,03%. A desancoragem da inflação é um dos grandes motivos que levaram o BC a iniciar o aumento das taxas de juros. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne e deve anunciar mais um ajuste na Selic. Os analistas preveem a Selic em 11,75% ao fim deste ano, o que indica um aumento de 0,5 ponto nesta reunião e mais 0,5 na próxima.

    A pressão inflacionária tem como pano de fundo um cenário externo instável — com as eleições nos Estados Unidos — e o aumento do risco fiscal.  Nesta segunda-feira, o governo deve se reunir para discutir o prometido pacote de corte de gastos.

    O mercado também voltou a projetar uma alta do dólar, fator relevante para a inflação. No Focus desta semana, os analistas estimam o dólar a 5,50 reais ao fim do ano, 5 centavos a mais do que no relatório da semana passada. A projeção, no entanto, é mais tímida que a cotação atual, que está na casa dos 5,87 reais.

    Além da desancoragem inflacionária, o avanço da atividade econômica também é um dos motivos que levaram o BC a começar a o ciclo de aperto monetário. Os economistas consultados pelo Focus esperam que o PIB varie 3,10% neste ano, 0,02 ponto a mais que o projetado na semana passada. A estimativa do mercado, entretanto, segue abaixo do esperado pelo Executivo e pelo BC, que é de um avanço de 3,2% para este ano.

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