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FGC muda data de corte para proteção de CDBs do Will Bank; entenda

Embora pertencesse ao grupo do Banco Master, a decretação de liquidação da fintech não foi realizada em novembro junto com o conglomerado

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jan 2026, 14h19 • Atualizado em 22 jan 2026, 14h42
  • O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) alterou a data de corte para a proteção separada entre os CDBs do Will Bank e do conglomerado do Banco Master, mostra nota enviada a VEJA nesta quinta-feira, 22. Os CDBs do Will possuem uma regra no limite de proteção diferenciada a depender da data em que foi comprada.

    Segundo a nota, investidores que aportaram no CDB do Will Bank até o dia 30 de agosto de 2024 e também tinham CDBs do Banco Master terão cobertura de até 250 mil reais para cada ativo, ou seja, a cobertura total de ambos somados pode chegar a 500 mil reais. Já as pessoas que investiram nos CDBs do Will Bank  a partir do dia 1º de setembro 2024 e também possuíam CDBs do Master terão a garantia de até 250 mil para os dois ativos.

    Ontem, o FGC havia informado que a data de corte para a proteção isolada dos CDBs do Will Bank era 21 de agosto de 2024 e quem comprasse após a data ficaria com a proteção unificada. Vale lembrar que as pessoas que possuem menos de 250 mil reais em CDBs dos dois bancos podem ficar despreocupadas com a data de corte, pois o valor não ultrapassa o limite do FGC.

    Os instrumentos garantidos pelo FGC incluem, entre outros, conta corrente, poupança, Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), conforme regulamento. O valor estimado pelo FCG a ser pago é de 6,3 bilhões de reais.

    O Will Bank faliu?

    Na quarta-feira, 21, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição financeira que pertencia ao Banco Master. Segundo o BC, a decretação foi necessária após a companhia deixar de pagar a Mastercard e ter suas operações com a bandeira do cartão suspensas. Segundo a Mastercard, a medida foi aplicada para que a dívida da instituição financeira não aumentasse com a companhia.

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    Segundo dados do Banco Central, a instituição financeira encerrou o terceiro trimestre de 2025 com 14,16 bilhões em ativos. O Will Bank detinha 6,5 bilhões de reais em depósitos. A companhia também detinha 1,2 bilhão de reais em letras financeiras e um passivo total de 14,1 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2025.

    Embora pertencesse ao grupo do Banco Master, a decretação de liquidação da fintech não foi realizada em novembro junto com o conglomerado pelo fato de a financeira ser o único braço do grupo que dava lucro. No terceiro trimestre de 2025, o Will Bank reportou um lucro líquido de 408,3 milhões de reais, conforme dados disponíveis no site do Banco Central.

    Desde a liquidação do Master, ocorrida em novembro, diversos pontos podem ter mudado dentro da companhia, visto que o balanço mais recente disponível no site do Banco Central é de setembro de 2025. Para o BC, o não pagamento de um fornecedor crucial da companhia sinaliza que algo tenha mudado dentro da empresa.

    “Manter a empresa parecia algo viável. No entanto, no dia 19 de janeiro de 2026, o descumprimento pela Will da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo tornou a liquidação inevitável”, diz o Banco Central em nota.

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