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Fraude do Banco Master pode ser a ‘maior do país’, de acordo com Haddad

Banco do Brasil e a Caixa respondem por dois terços do dinheiro do FGC e crise do Master, de acordo com ministro, "é de interesse público por várias razões"

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 13h01 • Atualizado em 13 jan 2026, 18h09
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 13, que mantém conversas diárias com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em relação às investigações que levaram à liquidação do Banco Master, além de manter o diálogo também com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, e disse que as duas entidades estão em diálogo para amenizar a crise recente.

    Questionamentos feitos pelo TCU ao Banco Central nas últimas semanas, referentes à atuação da autarquia que regula o sistema financeiro no caso do Master, levantaram críticas e acusações de interferência política. Haddad também defendeu o trabalho do BC – “a Fazenda acompanhou o trabalho que o Galípolo e sua equipe fizeram ali, e é um trabalho tecnicamente muito robusto”, disse a jornalistas.

    “Penso que houve uma convergência [entre as instituições] sobre o como fazer o melhor para o país, ou seja, conhecer a verdade, apurar responsabilidades e eventualmente realizar os ressarcimentos dos prejuízos causados”, disse o ministro. “O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária do país, e é preciso ter muito cuidado com as formalidades, garantindo, é claro, espaço para a defesa se explicar, mas sendo bastante firme com relação ao que deve ser defendido, que é o interesse público.”

    Haddad lembrou que dois dos grandes bancos públicos – o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal – são também os principais fomentadores do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o fundo gerenciado pelos bancos destinado a ressarcir parte das perdas dos correntistas em casos de calote de algum dos associados. As estimativas são de que o rombo do Master a ser coberto pelo FGC está na casa dos 41 bilhões de reais, ou cerca da metade de todo o dinheiro depositado no fundo, o que deve confirmar o maior resgate já feito pelo FGC em suas três décadas de vida. Os credores ainda estão na fila de espera para receber o dinheiro de volta.

    “O FGC é um fundo privado, mas é preciso lembrar que sua capitalização inclui dois bancos públicos”, disse Haddad. “O Banco do Brasil e a Caixa respondem por dois terços do FGC, então é um assunto de interesse público por várias razões, inclusive porque envolve, sim, recursos de bancos públicos.”

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