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Governo continuará tentando aprovar reforma, diz Temer

Sem votos suficientes para aprovar a reforma neste ano, o governo adiou a votação para fevereiro de 2018

Por Estadão Conteúdo
18 dez 2017, 13h27 • Atualizado em 18 dez 2017, 13h30
  • Interrompido nesta segunda-feira, 18, pelo deputado Darcísio Perondi (PMD-RS) que o cobrou para falar sobre Previdência, o presidente da República, Michel Temer, voltou a defender a reforma e afirmou que seu governo vai continuar a trabalhar para tentar a sua aprovação. Sem votos suficientes para aprovar a reforma neste ano, o governo adiou a votação para fevereiro de 2018.

    “A reforma da Previdência é o tema do momento, que estamos enfrentando e vamos levar adiante”, disse, em discurso na Fundação Ulysses Guimarães, ressaltando que a reforma “faz com que os mais ricos possam compensar os mais pobres.”

    Em sua fala, Temer fez novamente a defesa das reformas, lembrou que a PEC do teto dos gastos foi chamada de PEC da morte, mas garantiu que a limitação de gastos públicos não impactará os investimentos em saúde e educação. O presidente citou ainda a reforma do ensino médio e modernização trabalhista. Segundo ele, a reforma trabalhista “vai ajudar a combater o desemprego”.

    O presidente também lembrou algumas medidas de auxílio aos municípios, como a liberação de 2 bilhões de reais neste fim de ano. “Fizemos uma porção de coisas com vistas a melhorar a economia do Brasil”, afirmou, destacando a queda da inflação e dos juros no seu governo. “São exemplos concretos do que estamos fazendo.”

    Base aliada

    Assim como os demais integrantes da cúpula do PMDB, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o candidato à Presidência da base aliada em 2018 terá que defender o legado do governo. “Vamos ter sim candidato para defender o nosso legado. Seja com candidatura própria, seja através de alianças, mas teremos que ter sim a defesa do legado do governo do presidente Michel Temer”, disse.

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    Esse foi o tom adotado pelos principais nomes do PMDB, incluindo Temer, no evento da Fundação Ulysses Guimarães realizado em Brasília. Também se manifestaram nesse sentido o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

    As declarações foram entendidas como uma resposta ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo neste domingo, Maia afirmou que o candidato à Presidência da base aliada em 2018 não precisaria ter o nome de Temer tatuado na testa. Segundo ele, bastaria que o candidato defendesse uma agenda de reformas.

    Desafio

    Padilha também fez uma defesa da reforma da Previdência. Para ele, mudar as regras da aposentadoria e aprovar a reforma é o grande desafio do governo, pois ela é fundamental “não para esse governo”, mas para o País. “A reforma da Previdência se faz necessária para garantir aos aposentados que possam continuar recebendo”, disse.

    O ministro destacou ainda que as regras terão transição, que não vão tirar direitos já adquiridos e ponderou que não se deve ter “ilusão”, pois o problema da Previdência Social não se resolverá “num passe de mágica”. Ele citou a situação da Grécia e disse que, se as contas brasileiras não forem colocadas em ordem agora, o Brasil “pode ser forçado” a tomar medidas mais duras no futuro.

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