Haddad apresenta balanço dos 10 anos do banco do Brics
Em 10 anos, o New Development Bank (NDB) aprovou 120 projetos, totalizando US$ 39 bilhões em financiamentos
Durante a cerimônia de abertura da 10ª reunião anual do New Development Bank (NDB), no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 4, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o encontro “não é apenas comemorativo, mas um momento de reflexão sobre a trajetória da instituição e os caminhos que se abrem para o futuro”. O NDB foi lançado em 2014, e começou a atuar no ano seguinte “para que os países em desenvolvimento pudessem contar com uma instituição financeira alinhada às suas próprias necessidades”, disse Haddad.
Haddad apresentou um balanço da primeira década: o NDB aprovou 120 projetos, totalizando US$ 39 bilhões em financiamentos. Com esses recursos, foram construídos ou modernizados mais de 40 000 quilômetros de rodovias, implantados 293 quilômetros de trilhos urbanos, erguidas 35 000 moradias e ampliada em cerca de 290 000 m³ por dia a oferta de água potável. “Esses dados representam mais do que execução orçamentária: significam escolas acessíveis, comunidades conectadas e famílias com água limpa”, afirmou.
Segundo o ministro, o banco consolidou uma governança “equitativa, baseada na cooperação entre iguais”, oferecendo soluções moldadas às prioridades nacionais. A expansão recente, que levou Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Egito e Argélia a se somarem aos cinco fundadores, comprova, em sua visão, a “relevância e atratividade” do NDB e a “liderança estratégica” de Dilma Rousseff na presidência da instituição. “Sob seu comando, o banco conquistou nova dimensão geopolítica e internacional”, disse.
Haddad disse esperar que a próxima década seja “marcada por ainda mais ambição, mais parcerias transformadoras e impacto positivo para as gerações presentes e futuras”, mantendo o NDB como modelo de cooperação sensível às realidades do Sul Global.
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