Ibovespa movimenta mercado e atinge máxima histórica em dia de Copom
Mercado reage a sinalizações do Banco Central sobre o início do ciclo de cortes de juros, dados da indústria e falas do Haddad
O Ibovespa iniciou o pregão desta terça-feira (03) renovando a máxima aos 186 409 mil pontos, com 1,85% enquanto os investidores reagem à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Na ata, o Banco Central reforçou que a intensidade e a duração do ciclo de flexibilização monetária, previsto para começar em março, serão definidas de forma gradual, conforme a incorporação de novos dados ao cenário econômico. Na semana passada, a autoridade monetária manteve a Selic em 15% ao ano e sinalizou o início do ciclo de cortes, destacando, porém, que seguirá adotando uma política monetária suficientemente restritiva para garantir a convergência da inflação à meta.
Também nesta terça-feira, foram divulgados os dados da produção industrial, que registrou queda de 1,2% em dezembro, aprofundando a retração de 0,2% observada em novembro. Apesar disso, o setor fechou 2025 com crescimento acumulado de 0,6%. Para Matheus Pizzani economista do PicPay, a expectativa é que o cenário de baixo crescimento vá sendo gradualmente superado ao longo do ano. “Isso vai acontecer com a queda da inflação e, posteriormente, da taxa de juros, ajudando na recuperação dos componentes cíclicos e favorecendo ainda o consumo de bens não duráveis mais sensíveis ao nível de preço e renda disponível das famílias”, explica. O PicPay projeta um crescimento de 1,8% da indústria em 2026.
No campo político, Fernando Haddad concedeu entrevista à BandNews FM em meio às especulações sobre sua permanência no comando da Fazenda. O ministro afirmou que apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para ocupar as duas diretorias atualmente vagas no Banco Central.
Cenário internacional
No exterior, o apetite por risco ganhou força, refletido na queda expressiva da volatilidade e na recuperação consistente de ativos que haviam sido pressionados recentemente, como prata e cobre, além do ouro. O acordo comercial firmado entre Estados Unidos e Índia, anunciado na véspera, também contribuiu para a melhora do sentimento global.
O dólar operava em 5,22 reais às 11h10, enquanto em Wall Street o Dow Jones Futuro subia 0,05%, o Nasdaq Futuro avançava 0,35% e o S&P 500 Futuro registrava alta de 0,15%.





