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Ibovespa recua apesar de prévia do PIB acima do esperado

Índice cai mesmo com avanço de 0,7% do IBC-BR em novembro, enquanto investidores monitoram tensões geopolíticas e o cenário externo

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jan 2026, 10h59 • Atualizado em 16 jan 2026, 11h29
  • O Ibovespa abriu em queda nesta sexta-feira (16) aos 164.951 pontos por conta dos dados do Banco Central sobre a atividade econômica. Além disso, as tensões geopolíticas se mantém no radar influenciando o mercado.

    O Banco Central divulgou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma prévia mensal do que podemos esperar do PIB, avançou 0,7% em novembro na comparação com outubro. O mercado esperava um avanço de 0,3% trazendo um resultado acima das expectativas. Essa foi a primeira alta mensal desde agosto do ano passado. Em relação ao desempenho por setores, a indústria cresceu 0,8% enquanto o setor de serviços 0,6%. A agropecuária recuou 0,3%.

    Para Antonio Patrus, Diretor da Bossa Invest, nem toda alta do Ibovespa é sinônimo de melhora uniforme. “Decisões de investimento devem ser criteriosamente ajustadas ao mix de risco-retorno. O desempenho do Ibovespa neste pregão aponta para uma reação do mercado após o IBC-Br surpreender positivamente em 0,70%, ajudando a sustentar o humor dos investidores em ativos domésticos”, explica.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja ao Rio de Janeiro nesta sexta (16) onde participará de uma cerimônia de lançamento dos 90 anos do salário mínimo. Pela tarde o presidente recebe Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia para discutir sobre o acordo entre Mercosul e UE que será assinado neste sábado (17) no Paraguai.

    Em relação aos grandes bancos, o Santander (SANB11) abriu em maior alta de 0,42% seguido pelo Itaú (ITUB4) com 0,20%. Já o Banco do Brasil (BBAS3) e o Bradesco (BBDC4) iniciaram o pregão em queda de -0,23% e -0,26% respectivamente. Já no setor das varejistas, a Casas Bahia (BHIA3) abre em alta pelo segundo dia consecutivo de 0,72%, seguido pela C&A (CEAB3) com 0,30%. A Magazine Luiza (MGLU3) apresentou queda de -2,97% e a Americanas (AMER3) acompanha a queda com -0,42%.

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    Cenário internacional 

    O alívio no discurso político reduziu a busca por ativos de proteção, pressionando o preço do ouro. O movimento veio após declarações mais moderadas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizou uma postura mais cautelosa diante do Irã, recuando de falas anteriores sobre uma possível ação militar e afastando, por ora, a possibilidade de substituir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

    Bruno Yamashita, analista de Alocação e Inteligência da Avenue, avalia que o desempenho das bolsas americanas segue construtivo, apesar dos fatores de risco no radar. “A gente caminha para fechar uma semana em território positivo para as bolsas americanas, mesmo com certa volatilidade relacionada a movimentos geopolíticos e ao início da temporada de resultados, com a divulgação dos balanços dos grandes bancos dos Estados Unidos”, explica.

    O dólar operava em 5,38 reais às 11h enquanto em Wall Street, o Dow Jones Futuro sobe 0,10%, Nasdaq Futuro avança 0,55% e o S&P 500 Futuro tem alta de 0,26%.

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