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Ibovespa renova força e avança acima dos 176 mil pontos com apoio de commodities

Bolsa brasileira ignora cautela externa, embala novo recorde e acompanha fluxo positivo para emergentes

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jan 2026, 11h06 • Atualizado em 23 jan 2026, 11h11
  • A Bolsa brasileira iniciou esta sexta-feira (23) em terreno positivo e voltou a surpreender ao superar a marca dos 176 353 pontos, após encerrar a sessão anterior em nível recorde. O desempenho reflete uma combinação de valorização das principais commodities e entrada contínua de capital estrangeiro em mercados emergentes, movimento que mais uma vez distancia o Ibovespa do humor predominante no exterior.

    No noticiário doméstico, a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro no âmbito das investigações que envolvem o caso Banco Master. Segundo fontes, a apuração mira possíveis irregularidades financeiras relacionadas à RioPrevidência, fundo responsável pela gestão de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais. As autoridades investigam nove operações realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente 970 milhões de reais em Letras Financeiras emitidas por um banco privado.

    Na agenda política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre compromissos no Nordeste. Pela manhã, participa de uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais em Maceió e, na sequência, segue para Salvador, onde marca presença no encerramento de um encontro nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

    No mercado acionário, o setor bancário começou o dia em alta generalizada. O Bradesco (BBDC4) liderava os ganhos, com avanço de 0,84%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que subia 0,70%. O Santander (SANB11) registrava valorização de 0,57%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) avançava 0,30%. Entre as commodities, o destaque ficou para a Petrobras, com altas de 1,85% (PETR3) e 1,34% (PETR4), além da Vale, que subia 1,17% na abertura.

    Para Pedro Ros, CEO da Referência Capital, o avanço reflete a leitura de que, mesmo em meio a incertezas externas, os mercados domésticos continuam a oferecer oportunidades estruturais. “Essa combinação de bolsa forte e câmbio relativamente estável evidencia um cenário em que o mercado consegue separar horizonte curto e médio prazo, mantendo apetite por ativos com potencial de retorno real e estabilidade fiscal e econômica”, explica Pedro.

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    Cenário internacional

    No exterior, o iene japonês voltou a apresentar forte oscilação, alimentando especulações de que autoridades do Japão possam intervir diretamente no mercado de câmbio para conter a desvalorização da moeda. O dólar era negociado a 5,29 reais por volta das 11h. Em Wall Street, os índices futuros operavam em leve queda, com o Dow Jones Futuro recuando 0,15%, o Nasdaq Futuro cedendo 0,12% e o S&P 500 Futuro com baixa de 0,15%.

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