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Ibovespa volta à tendência de queda após euforia com exceções do tarifaço

Bolsa de ‘ressaca’ desvaloriza; tarifas de 50% atingem exportações brasileiras

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2025, 17h17 • Atualizado em 1 ago 2025, 16h00
  • O dólar encerrou em alta de 0,19% nesta quinta-feira, 31, cotado a R$5,60, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, apresentou desvalorização de 0,69%. Com isso, a bolsa, que tinha revertido a tendência de queda no último pregão, quando fechou em alta de quase 1%, estacionou nos 133 mil pontos. No acumulado do mês, o índice da B3 registrou uma queda de 4,17%. 

    Para Gustavo Ferraz, especialista em investimentos da WIT Invest, o desempenho da bolsa de valores durante o mês de julho foi afetado por fatores externos e internos. “No exterior, o destaque foi a imposição de tarifas de 50% pelos EUA sobre as exportações brasileiras. Internamente, a inflação acumulada de 5,3% e a manutenção da Selic em 15% pressionaram o consumo e os investimentos”, afirma.

    Ressaca do tarifaço e da ‘Superquarta’

    Hoje, a queda do Ibovespa veio após a oficialização das tarifas comerciais de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros. Embora o otimismo do mercado com as importantes exceções tenha resultado num bom desempenho no último pregão, o movimento de ajuste ocorreu em meio às contas feitas pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil, que apontam que o tarifaço vai atingir 42,3 bilhões de dólares em exportações do país. As exceções equivalem a ‘somente’ 18,4 bilhões de dólares.

    “Com isso, o mercado adota tom mais cauteloso à espera de alguma notícia mais positiva para inverter o ânimo”, diz Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.

    O tema da guerra comercial ofuscou a “Superquarta” de ontem, quando o Copom e o Fed se reuniram para tomar decisões acerca das políticas monetárias de seus respectivos países. Ambas as instituições decidiram manter as taxas de juros inalteradas. Assim, os EUA continuam no intervalo de 4,25% a 4,5%, o mesmo patamar desde dezembro do ano passado, e o Brasil mantém a Selic em 15%.

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    Embraer continua em alta

    No mercado de ações, a Embraer (EMBR3), ao contrário do Ibovespa, continuou em alta. Por ser do segmento de aviação, ela escapou das tarifas impostas por Trump. As ações da empresa encerraram em valorização de 5,78%. Enquanto isso, os papéis da Petrobras (PETR4) apresentaram baixa de aproximadamente 0,8% e os da Vale (VALE3), baixa de 0,7%.

    As ações do Bradesco (BBDC4) apresentaram queda de 0,8% hoje, apesar dos resultados considerados positivos referentes ao segundo trimestre do ano. Após o fechamento da bolsa de valores de ontem, o banco divulgou um lucro líquido recorrente de 6,1 bilhões de reais no período. Já o Santander (SANB11) teve desvalorização de 0,6% e reportou lucro líquido de 3,7 bilhões de reais no segundo trimestre de 2025, resultado também divulgado ontem.

    E o futuro da bolsa?

    Agora, o mercado e seus analistas se debruçam sobre o futuro do Ibovespa e se o índice terá fôlego para chegar aos 150 mil pontos, o que seria um recorde histórico. Vale destacar que a bolsa de valores começou o ano em torno dos 120 mil pontos e teve uma forte trajetória de valorização no primeiro semestre do ano. O índice chegou a ultrapassar os 140 mil pontos.

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