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Investidores interrompem feriadão para processar alta da Selic

A Selic elevada costuma atrair para a renda fixa recursos que, de outra forma, iriam para ações, por isso a alta dos juros tende a ser negativa para bolsa

Por Tássia Kastner
20 jun 2025, 08h30 •
  • Tudo o que a Faria Lima desejava para esta sexta-feira era uma emenda de feriado. Acontece que investidores precisam voltar da folga para digerir o novo aumento da taxa Selic, anunciado na quarta-feira, após o fechamento do mercado.

    A taxa de juros brasileira subiu para 15% ao ano, colocando o país na segunda colocação de juro real mais alto do planeta, atrás apenas da Turquia. A inflação brasileira está, de fato, acima do teto da meta, que é de 4,5% ao ano, mas os juros atuais garantem aos investidores um ganho real de 10% ao ano com títulos públicos.

    A notícia tende a ser negativa para a bolsa, já que a Selic elevada costuma atrair para a renda fixa recursos que, de outra forma, iriam para ações. Só que o Ibovespa tem desafiado essa lógica, avançando 15% no acumulado do ano.

    Nesta sexta, o EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, avança no pré-mercado, seguindo a tendência europeia. O petróleo cede, mas permanece acima dos US$ 77 por barril.

    Ainda assim, é difícil cravar uma tendência para o pregão desta sexta, já que os futuros americanos recuam nesta manhã. O mercado americano é a bússola global da tendência dos mercados e, em Wall Street, paira a expectativa sobre o envolvimento, ou não, dos Estados Unidos no conflito entre Israel e Irã. Isso em um dia de agenda completamente vazia.

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    Por outro lado, ainda que investidores tenham motivos para voltar ao trabalho, emendas de feriado tendem a ser de volume reduzido de negócios. E em dia com menos negociação, as bolsas tendem a ficar mais voláteis

    AGENDA

    Genebra: Autoridades europeias se reúnem com Irã para discutir programa nuclear
    3h: Alemanha divulga inflação ao produtor (PPI) em maio
    11h: Zona do euro publica dado preliminar da confiança do consumidor em junho

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