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IPCA-15 sobe 0,48% em setembro e mostra nova aceleração da inflação

Inflação acumulada chega a 5,32% em 12 meses, ligeiramente abaixo das projeções do mercado

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 set 2025, 09h24 • Atualizado em 25 set 2025, 11h17
  • O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (25) o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, que avançou 0,48% em setembro e voltou a acelerar após o resultado do mês anterior.

    O principal fator da alta foi o grupo Habitação, com avanço de 3,31%, responsável por adicionar 0,50 ponto percentual ao índice geral. Com isso, a prévia da inflação acumula alta de 3,76% em 2025 e chega a 5,32% nos últimos 12 meses, acima dos 4,95% registrados até agosto. Apesar da aceleração, o número veio levemente abaixo das projeções do mercado, que estimavam alta de 0,51% no mês e taxa anualizada de 5,35%, segundo levantamento da Reuters.

    Outros setores também contribuíram para o avanço, como Vestuário (+0,97%), Saúde e cuidados pessoais (+0,36%), Despesas pessoais (+0,20%) e Educação (+0,03%). Já o grupo Alimentação e bebidas registrou queda de 0,35%, a quarta consecutiva, puxada principalmente pelo recuo nos preços do tomate (-17,49%) e da cebola (-8,65%).

    Nos Transportes, o índice negativo refletiu reduções em itens como seguro voluntário de veículos (-5,95%), passagens aéreas (-2,61%) e gasolina (-0,13%). Em contrapartida, houve reajustes em tarifas de táxi, com aumentos de 21,53% em Belém e 10,55% em São Paulo.

    Todas as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE tiveram inflação em setembro. Recife liderou com alta de 0,80%, puxada por energia elétrica e gasolina, enquanto Goiânia apresentou a menor variação, de apenas 0,10%, influenciada pela queda na gasolina e no tomate.

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    Segundo o economista-sênior do Inter, André Valério, os últimos números do IPCA-15 indicam que a inflação no Brasil vem apresentando sinais de acomodação, principalmente devido à apreciação do real e aos efeitos de uma política monetária mais restritiva. Ele também avalia que essa tendência deve se manter nos próximos meses, mas que os efeitos completos das medidas do Banco Central ainda poderão ser sentidos de maneira gradual. “Esperamos que essa tendência permaneça, com a apreciação do real contribuindo para manter a inflação de bens acomodada, enquanto a continuidade da política monetária restritiva deve ser sentida de maneira mais intensa nas próximas leituras, especialmente nas medidas menos sensíveis,” finaliza André. 

    Como é calculado o IPCA-15? 

    O IPCA-15 é calculado a partir da variação de preços entre o dia 16 de um mês e o dia 15 do mês seguinte, servindo como prévia do IPCA, considerado o índice oficial de inflação no Brasil. Ele utiliza a metodologia do IPCA, mas difere no período de coleta, funcionando como uma prévia do dado oficial. Ambos consideram a cesta de consumo de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, abrangendo nove grupos de produtos e serviços, como alimentação, habitação, saúde, educação e transportes. Por esse motivo, o IPCA-15 é acompanhado de perto por analistas, investidores e pelo próprio Banco Central, servindo como um termômetro antecipado para a formulação da política monetária.

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    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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