ASSINE VEJA NEGÓCIOS

IPCA de agosto tem deflação de 0,11%, aquém da expectativa do mercado

Índice oficial de inflação registra primeira queda do ano, mas mercado esperava um recuo de 0,16%

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 set 2025, 09h07 | Atualizado em 10 set 2025, 09h29
IPCA de agosto tem deflação de 0,11%, aquém da expectativa do mercado Priorizar nos meus resultados Google

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial do país, registrou deflação de 0,11% em agosto. É a primeira queda de preços verificada neste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, é também a primeira deflação desde agosto do ano passado, quando o IPCA recuou 0,02%. O número, porém, veio aquém das expectativas do mercado, que projetava um recuo de 0,16%. No acumulado do ano, a inflação oficial alcançou 3,15%. Já nos últimos doze meses, ficou em 5,13%.

As maiores contribuições para o resultado vieram do grupo Habitação (-0,90%), puxado pelo recuo de 4,21% da tarifa de energia elétrica no mês passado. Isoladamente, a conta de luz foi o subitem que mais favoreceu o alívio no bolso dos brasileiros, segundo o IBGE, contribuindo com -0,17 ponto percentual da deflação do IPCA. O grupo de alimentos e bebidas registrou queda de 0,46% nos preços, e os gastos com transportes caíram 0,27%.

“Somados, esses três grupos foram responsáveis por -0,30 ponto percentual de impacto no índice geral”, disse Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, em nota à imprensa. “Sem eles, o resultado do IPCA de agosto ficaria em 0,43%.”

Os brasileiros pagaram mais caro por outros itens, contudo. As despesas com educação subiram 0,75%, seguidas por vestuário (+0,72%), saúde e cuidados pessoais (+0,54%) e despesas pessoais (+0,40%).

Continua após a publicidade

Outro ponto que inspira cuidados é o índice de difusão da inflação, que mede quantos produtos e serviços ficaram mais caros de um mês para outro. Segundo o IBGE, apesar da queda do IPCA, 57% dos itens acompanhados subiram de preço em agosto, ante 50% em julho.

Outro ponto monitorado pelos economistas é a inflação de serviços, principal obstáculo para a convergência da inflação para a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Os preços dos serviços subiram 0,39% em agosto, sinalizando uma desaceleração em relação ao mês retrasado, quando encareceram 0,59%. Refletindo os novos tempos, alguns dos itens que ficaram mais caro no grupo de serviços são o transporte por aplicativos (+3,27%) e streaming (+1,91%).

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 24,99/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).