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IPCA de dezembro pode prolongar debate sobre juros altos

Resultado será divulgado nesta sexta-feira, pelo IBGE. Expectativa no mercado é de um índice moderado, com alta concentrada principalmente em serviços

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jan 2026, 07h00 • Atualizado em 8 jan 2026, 10h05
  • A divulgação do resultado de dezembro do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, nesta sexta-feira, 9, fecha o retrato da inflação de 2025 e influencia as decisões sobre a taxa básica de juros, Selic.

    O Boletim Focus mais recente indica que os economistas projetam 4,32% de inflação no ano de 2025: um resultado acima do centro da meta de 3%, mas ainda abaixo do teto de 4,5%. Para este ano, a expectativa no mercado financeiro é de que o índice encerre o ano em 4,05%. Até novembro, a inflação acumula alta de 3,92% e, nos últimos 12 meses, o índice está em 4,46%.  Para a Selic, a

    Para André Matos, CEO da MA7 Negócios, o dado desta sexta é decisivo para medir o grau de persistência dos preços. “O mercado espera um índice moderado, com alta concentrada principalmente em serviços, que seguem pressionados pelo custo da mão de obra e por uma demanda ainda relativamente resiliente”, afirma.

    Segundo ele, a tendência mais benigna de bens industriais e alimentos deve ajudar a limitar uma aceleração maior do índice. “Um número próximo do esperado reforça a leitura de desaceleração gradual; uma surpresa para cima reacende preocupações com o ritmo de convergência da inflação e tende a manter o debate sobre juros mais elevados por mais tempo.”

    José Alfaix, economista da Rio Bravo, estima que o IPCA de dezembro registre alta de 0,32% no mês, levando a inflação do ano a 4,26%. “O aumento dos preços de alimentação em domicílio e passagens aéreas, puxadas pelo aumento sazonal da demanda ao final do ano, deve explicar a maior parte do resultado”, diz. Ele também ressalta a persistência da inflação dos serviços que tem sido uma das grandes responsáveis pela manutenção da política monetária restritiva.  “Observamos tendência de resiliência nos preços de serviços, em especial subjacentes, que subiram de 7,2% para 7,5% na média móvel de três meses dessazonalizada na última divulgação do IPCA-15 de dezembro.”

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