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Livro Bege: BC americano volta a citar tarifas como risco para inflação

Publicação, relevante para medir as expectativas para a economia, aponta para otimismo em linhas gerais para a atividade econômica

Por Juliana Machado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 5 mar 2025, 17h12 - Publicado em 5 mar 2025, 16h48

O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, voltou a demonstrar preocupação em relação à agenda de tarifas impostas pelo presidente do país, Donald Trump, pelo efeito que elas podem ter sobre a inflação. É o que mostra o Livro Bege, publicação que reúne as leituras do Fed de cada distrito americano para a economia e que são resumidas em um único documento.

“Contatos na maioria dos distritos esperavam que as potenciais tarifas sobre os insumos os levaria a subir os preços, com alguns relatos isolados de empresas elevando os preços de forma preventiva”, diz trecho do documento.

Em relação aos preços, o documento também menciona que houve moderado aumento na maioria dos distritos, mas com vários deles indicando que o ritmo de alta aumentou. As empresas de vários distritos notaram dificuldade de repassar o aumento dos custos dos insumos – como ovos e outros produtos alimentícios – para os clientes.

As expectativas do Fed de cada distrito são “levemente positivas” em linhas gerais para o crescimento da atividade nos próximos meses. Na leitura de cada distrito, seis reportaram nenhuma mudança na expansão da economia, quatro notaram um “modesto ou moderado” crescimento, enquanto dois observaram leve contração da atividade.

Entre os destaques por setores, a atividade de construção teve leve declínio tanto para habitações residenciais como não residenciais. Também em relação ao tema alguns participantes do segmento demostraram nervosismo em relação às potenciais tarifas a serem aplicadas pela administração de Trump sobre o preço da madeira e outros materiais.

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Em relação às condições do mercado de trabalho, o Livro Bege menciona que os salários têm crescido a um “ritmo modesto a moderado”, levemente mais devagar do que na publicação anterior, com diversos distritos notando que a pressão salarial na economia está perdendo força. Alguns distritos também citaram incertezas em relação à imigração e outros temas do gênero, que estavam influenciando a taxa de câmbio e a demanda futura por emprego.

“A disponibilidade de mão de obra melhorou para muitos setores e distritos, embora tenha havido relatos de um mercado de trabalho mais apertado em alguns setores e ocupações específicos”, diz trecho do documento.

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