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Mercado de trabalho deve se manter aquecido em 2025, avaliam economistas

Em novembro, taxa de desemprego caiu para 6,1% no trimestre encerrado, menor nível registrado da série histórica

Por Camila Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 dez 2024, 16h36

Divulgada na manhã desta sexta-feira, 27, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostrou que o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido em níveis recordes. A taxa de desemprego caiu para 6,1% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar registrado em toda a série histórica, que começou em 2012. O nível de ocupação — percentual de pessoas empregadas em relação à população total apta a trabalhar — alcançou 58,8%, valor recorde.

Em números absolutos, o total de trabalhadores chegou à máxima histórica de 103,9 milhões, enquanto a população desocupada reduziu para 7,0 milhões de pessoas, o menor nível em 10 anos. No setor privado, com destaque para os setores de indústria e construção, o número de empregados também alcançou um recorde. “Essa é justamente a configuração esperada de um mercado de trabalho robusto e saudável”, diz Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay.

Para 2025, a expectativa é de que o mercado se mantenha aquecido. “O Brasil deve manter a taxa de desemprego próxima a 6% no fim de 2024 e em 2025 – um patamar bastante baixo para os nossos padrões históricos”, diz Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

Na visão dos economistas, o cenário reforça as projeções de que o Banco Central manterá o ritmo de aperto monetário, já que um mercado de trabalho aquecido impulsiona a atividade econômica e consumo das famílias. Por um lado, essa dinâmica beneficia positivamente o crescimento do PIB; por outro, dificulta o controle da inflação.

“Altos níveis de utilização de recursos (mercado de trabalho muito aquecido e hiato do produto positivo), dinâmicas salariais reais acima do crescimento da produtividade e políticas fiscais e parafiscais pró-cíclicas estão pressionando a inflação de bens e serviços e comprometendo a convergência da inflação à meta”, escreveram os economistas Alberto Ramos e Santiago Tellez, do Goldman Sachs.

Em dezembro, o Copom elevou a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 12,25%, e indicou mais dois aumentos da mesma magnitude nas próximas reuniões. Na ocasião, o comitê citou um “cenário mais adverso para a convergência da inflação”, mencionando que “o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo”.

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