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Mercado se anima com reforma administrativa e dólar cai para R$ 5,30

Melhoria da situação fiscal está no radar dos investidores; Ibovespa tocou os 103.102, mas mantém volatilidade devido às baixas no mercado externo

Por Luisa Purchio 3 set 2020, 11h39 • Atualizado em 3 set 2020, 12h49
  • A retomada da agenda reformista, um dos grandes anseios dos investidores, é comemorada pelo mercado financeiro. Com o envio da reforma administrativa ao Congresso Nacional, o otimismo dita o ritmo do dia. Às 11h40, o dólar comercial caía 0,90%, vendido a R$ 5,30, devido à expectativa de melhoria da situação fiscal do país. Além disso, na quarta-feira, 2, o andamento da reforma levou o CDS, contrato de derivativo de crédito que reflete o risco do país, a 196 pontos. No auge da pandemia, ele chegou a 382 pontos e desde então não havia ficado inferior aos 200 pontos.

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    Próximo às 11h, o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, subiu 1,17% e tocou os 103.102,94 pontos durante a coletiva de imprensa, puxado principalmente por bancos. Por volta das 11h30, no entanto, o Ibovespa recuou um pouco os ganhos e operava em alta de 0,71%. “Há ainda um receio com a reforma fiscal, o mercado precisa de mais sinalizações sobre como ela será feita, mas sem dúvida o seu andamento é positivo. A volatilidade vai continuar“, diz Lucas Feitosa, especialista em renda variável da XP. As bolsas brasileiras abriram estáveis e oscilaram entre o negativo e positivo na manhã dessa quinta-feira 3, com realização de lucros de papéis de companhias que tiveram ótimo desempenho durante a crise, como Vale, Siderúrgias, Suzano e Klabin, B3, WEB e frigoríficos Marfrig, Minerva, JBS e BRF.

     

    Vale lembrar que as ações americanas tiveram altas fortes ontem, com Nasdaq e S&P 500 renovando as máximas históricas. No período da manhã, no entanto, em realização de lucros as bolsas americanas estão em queda, com S&P 500 a -0,92%, a 3.548 pontos. Hoje o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou que o pedido de auxílio desemprego foi de 881 mil na semana terminada em 29 de agosto, inferior à projeção dos economistas, de 960 mil. Apesar de ser acima do esperado, o dado impacta de forma mista no mercado porque na semana passada as inscrições no programa federal de Assistência ao Desemprego Pandêmico aumentaram na Califórnia.

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