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Ministério da Fazenda projeta superávit em 2026, o primeiro em uma década

Dario Durigan, secretário e braço direito do ministro da Fazenda, afirmou que o governo vai repetir o feito do ano passado e cumprir a meta

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 out 2025, 11h45 • Atualizado em 22 out 2025, 11h54
  • O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 22, que o governo vai manter a meta de déficit zero em 2025 e projeta, para 2026, o primeiro superávit primário do país em mais de dez anos, equivalente a 0,25% do PIB. O anúncio foi feito durante o 28º Congresso Internacional de Direito Constitucional, promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

    Durigan, braço direito do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descreveu o esforço como parte de uma estratégia mais ampla para consolidar a credibilidade fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva. “A gente cumpriu a meta de zerar o déficit no ano passado, e a meta vai ser mantida este ano”, disse, ressaltando que o objetivo é alcançar o “melhor resultado fiscal da última década”.

    A afirmação vem em um momento delicado. Nos últimos meses, o Planalto tem expandido uma série de políticas de cunho redistributivo, como o reajuste real do salário mínimo, o aumento de benefícios sociais e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, recentemente aprovada pelo Congresso. Embora populares, essas medidas aumentaram a pressão sobre o caixa da União e aprofundaram o desafio de recompor a arrecadação perdida.

    Desde a implementação do novo arcabouço fiscal, que substituiu o teto de gastos, a equipe econômica tenta equilibrar expectativas: conter o crescimento da dívida sem asfixiar o investimento público. O superávit projetado para 2026, com tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos, reflete essa tentativa de calibrar austeridade com expansão.

    A consolidação fiscal também é vista como um passo crucial para sustentar o ciclo de queda de juros. “O mandato do presidente Lula será marcado pela menor inflação acumulada em quatro anos da Nova República”, afirmou Durigan.

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