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Morre Eliezer Batista, ex-presidente da Vale e pai de Eike

Empresário, responsável por transformar a mineradora em uma das gigantes do setor, tinha 94 anos

Por Da redação
19 jun 2018, 00h20 • Atualizado em 19 jun 2018, 02h11
  • O empresário Eliezer Batista, ex-presidente da Vale e pai de Eike Batista, morreu nesta segunda-feira, aos 94 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano e a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda.

    No comando da então Vale do Rio Doce, Eliezer foi responsável por projetos ambiciosos que transformaram a mineradora em uma gigante do setor – e contribuíram para a modernização da infraestrutura do Brasil. Na política, foi ministro de Minas e Energia no governo de João Goulart (função que acumulou com a de presidente da mineradora) e secretário de Assuntos Estratégicos na gestão de Fernando Collor de Mello.

    Funcionário de carreira na Vale, Eliezer assumiu o comando da companhia em 1961, nomeado por Jânio Quadros. Com a deposição de Goulart com o golpe militar em 1964, foi afastado dos cargos de ministro e presidente da mineradora. Após alguns anos, porém, voltou ao comando da Vale por decisão do então presidente João Figueiredo.

    Projetos

    Foi por insistência de Eliezer que a Vale buscou, ainda nos anos 1960, o Japão como seu grande parceiro comercial. Na época, o país asiático precisava de uma fonte de matéria-prima alternativa à Austrália para suprir sua indústria siderúrgica. A empreitada deu certo e transformou a mineradora em uma gigante nacional.

    Para suprir a nova demande, ele idealizou o porto de Tubarão, no Espírito Santo, capaz de receber navios de até 150 mil toneladas – numa época em que a frota mundial não passava de 60 mil toneladas. Com isso, a Vale dobrou o volume de exportações.

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    A parceria com os japoneses voltou a funcionar na década de 80, quando Eliezes os convenceu a investir em Carajás — então um lugar perdido no meio da Floresta Amazônica —, que se tornaria o principal polo produtor de minério de ferro do Brasil.

    Família

    Eliezer era viúvo de Jutta Fuhrken, com quem teve sete filhos, entre eles Eike. Casou-se pela segunda vez com a dentista, professora e ex-reitora da Universidade Federal de Pelotas (RS) Inguelore Scheunemann. O sucesso empresarial das empresas X – antes da derrocada de Eike na Lava Jato – rendeu a anedota de que Eliezer teria deixado para o filho um mapa indicando riquezas a serem exploradas no subsolo brasileiro. O boato sempre foi negado por ambos e nunca foi provado.

    Eliézer Batista, pai de Eike Batista, durante entrega do prêmio 'O Equilibrista', no Rio de Janeiro (RJ) - 14/12/2007
    Eliezer Batista e Eike em foto de 2007 (Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo)
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    Reação

    No Twitter, o presidente Michel Temer lamentou a morte do empresário. “Eliezer Batista foi um dos responsáveis pelo sucesso da Vale no mundo. Muito trabalhou pelo nosso país e sempre acreditou no Brasil”, escreveu.

    (Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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