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Oracle alimenta tese da bolha da IA e ações caem 11%

Se a receita cresce menos do que esperado e as despesas disparam, em quanto tempo o lucro será o bastante para cobrir todo o capital investido em IA?

Por Tássia Kastner
11 dez 2025, 08h42 •
  • Investidores mal saíram da festa que confirmou a queda de juros nos Estados Unidos e já estão encarando novamente a ameaça da bolha de inteligência artificial. Na quarta à noite, a Oracle anunciou que suas receitas subiram menos que o esperado pelo mercado financeiro, enquanto as despesas com investimentos em data centers, voltados para IA, disparam.

    A Oracle é uma dessas empresas que não segue o calendário de janeiro a dezembro, e divulga seus dados em anos fiscais. O ano fiscal corrente termina em maio de 2026. E nesse período, a companhia estima que terá investimentos de 50 bilhões de dólares para fazer frente à demanda de IA, 15 bilhões de dólares a mais do que a projeção divulgada em setembro. Não só isso, a empresa aumentou sua emissão de dívida para fazer frente a tanto gasto.

    Foi o suficiente para que investidores voltassem a fazer contas, o que ajudou a crescer o medo de que elas não fechem. A pergunta é simples: se a receita cresce menos do que esperado e as despesas disparam, em quanto tempo o lucro será o bastante para cobrir todo o capital investido em IA? Essa pergunta é a síntese do medo da bolha tech atual. 

    As ações da Oracle caem mais de 11% no pré-mercado e colocam os futuros das bolsas americanas no negativo. A Ásia seguiu o pessimismo, enquanto as bolsas europeias avançam.

    Na prática, a companhia de tecnologia deve ofuscar o day after da decisão do Fed, que cortou os juros nos Estados Unidos e mais uma vez tentou fechar a porta para novos cortes.

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    No Brasil, investidores precisam processar a falta de clareza do Copom sobre quando a Selic começa a cair, em um momento em que a inflação começa a entrar na meta. O alvo do BC é 3% ao ano, com tolerância de até 4,5%. Ontem, o IBGE mostrou que o IPCA em 12 meses até novembro ficou dentro do limite máximo da banda, em 4,46%. Nesta quinta, saem os dados de vendas do varejo de outubro.

    O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começa a quinta-feira em queda, seguindo o pessimismo nos EUA.

    Agenda do dia

    9h: IBGE divulga vendas do varejo de outubro e Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro
    9h: Secretário-Executivo da Fazenda, Dario Durigan, e presidente do TCU, Vital do Rego, participam de seminário sobre arcabouço fiscal na Câmara
    10h30: EUA anunciam pedidos semanais de auxílio-desemprego
    10h30: EUA publicam balança comercial de setembro
    10h40: Lula inaugura centro de radioterapia em Itabira (MG)
    14h15: Lula participa em BH da cerimônia de abertura da Caravana Federativa

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