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Payroll encerra semana curta para bolsas nos Estados Unidos

O que economistas projetam é que houve criação de vagas em junho, mas com leve aumento de desemprego para 4,3%, ante 4,2% em maio

Por Tássia Kastner
3 jul 2025, 08h31 • Atualizado em 3 jul 2025, 11h05
  • Hoje será tirada a prova dos nove. Na terça, o relatório Jolts do mercado de trabalho americano mostrou que a abertura de novos postos de trabalho segue firme no país, com o crescimento de 374 mil vagas à espera de trabalhadores.

    Um dia depois, o relatório ADP, mostrou que houve fechamento de vagas no setor privado pela primeira vez em dois anos. A pesquisa privada indica que não há demissões, mas quando alguém se demite, a vaga não é reaberta.

    Nesta quinta, os EUA publicam o payroll, o dado oficial de emprego do país, que funciona como resultado final do atual estado do mercado de trabalho do país. O que economistas projetam é que houve criação de vagas em junho, mas com leve aumento de desemprego para 4,3%, ante a taxa de 4,2% registrada em maio.

    Os dados de emprego são considerados cruciais para informar a decisão do Fed sobre corte de juros no país, com desdobramentos sobre o fluxo de capitais em todas as economias.

    O PIB americano contraiu 0,5% no primeiro trimestre, e a tendência é que isso se reflita no nível de emprego, algo que ainda não aparecia. E, sob o risco de impacto da guerra comercial sobre a inflação, o Fed tem sido cauteloso no corte de juros. A política fiscal errática de Trump e a batalha comercial também têm cobrado um pedágio sobre o dólar, que desvaloriza e pode tornar os importados mais caros nos Estados Unidos, voltando a impactar a inflação.

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    Nessa queda de braço entre inflação e desemprego, subiram as apostas de que o Fed cortará juros em setembro, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME. Também subiu a fatia de investidores que acreditam num corte substancial, de 0,50 ponto percentual, em vez de 0,25 p.p., apontado pela maioria.

    À espera dos dados do payroll, os futuros americanos amanhecem perto da estabilidade nesta quinta-feira. O pregão é mais curto nos Estados Unidos, com a saída do feriado para a celebração do Dia da Independência.

    No Brasil, a agenda é esvaziada. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, amanhece em queda firme de 0,59%.

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    Agenda do dia

    8h30: BCE divulga ata da reunião de política monetária
    9h30: EUA publicam payroll de junho
    9h30: EUA anunciam balança comercial de maio
    9h30: EUA divulgam pedidos semanais de auxílio-desemprego 
    12h: Raphael Bostic (Fed/Atlanta) participa de evento na Alemanha
    14h: Bolsas de NY fecham mais cedo na véspera do feriado da independência
    15h: Mercado de Treasuries fecha mais cedo na véspera do feriado da independência
    Argentina: Cúpula de líderes do Mercosul

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