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PMI composto dos EUA sobe ao maior nível do ano, mas traz ‘leituras ruins’

O índice de gerentes de compras subiu para 53,5 em março; produção industrial e confiança caem, enquanto preço dos insumos já impacta os negócios

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 24 mar 2025, 12h32 - Publicado em 24 mar 2025, 12h30

O índice de gerentes de compras  (PMI) dos Estados Unidos subiu para 53,5 em março,a amior alta do ano, e acima dos 51,6 registrados em fevereiro. A elevação foi impulsionada pelo aumento nas atividades de serviços, comoensando o o declínio da produção industrial.

O setor de serviços, que representa uma parcela significativa do PIB dos EUA, conseguiu reverter a fraqueza inicial do ano, que foi afetado pelos fatores climáticos com as tempestades de neve, registrando seu maior avanço até o momento. O índice deste setor saltou de 51,0 em fevereiro para 54,3 em março, superando as expectativas de analistas. No entanto, o otimismo não é unânime: as exportações de serviços caíram pelo terceiro mês consecutivo, refletindo um ambiente externo mais desafiador, com países mostrando sinais de retração na demanda por serviços americanos devido ao aumento das tensões comerciais.

O economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence, Chris Williamson, destacou em sua análise que, embora a recuperação no setor de serviços tenha impulsionado a economia no final do primeiro trimestre, o otimismo das empresas para o ano que vem está cada vez mais comprometido. As expectativas de negócios caíram para o segundo nível mais baixo desde outubro de 2022, com empresas preocupadas com o impacto das políticas fiscais e comerciais da nova administração. A confiança das empresas do setor de serviços, em particular, foi severamente abalada, caindo pelo terceiro mês consecutivo.

O setor industrial dos EUA já começa a sentir os efeitos da guerra comercial de Trump, com o índice caindo para 49,8 em março, abaixo da linha de 50 que separa expansão de contração. A desaceleração na produção industrial pode ser atribuída à incerteza em torno das tarifas impostas pela nova administração, que inibiram o crescimento de novos pedidos. A compra de insumos também diminuiu, à medida que as empresas adotam uma postura mais cautelosa diante da volatilidade econômica global.

A inflação também voltou a ocupar o centro das preocupações econômicas. Os preços dos insumos subiram em um ritmo alarmante, impulsionados principalmente pelas tarifas impostas pelo governo. No setor industrial, a inflação atingiu seu ponto mais alto em 31 meses, enquanto o setor de serviços registrou o maior aumento de preços em 18 meses. Essa elevação dos custos foi amplamente atribuída às tarifas, que pressionaram as cadeias de suprimento e elevaram os preços ao consumidor final.

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Williamson destacou que, embora os custos estejam crescendo rapidamente, a concorrência tem impedido que empresas repassem integralmente esses aumentos aos consumidores, especialmente no setor de serviços. No entanto, no setor industrial, os preços de venda subiram em março na taxa mais alta dos últimos 25 meses, refletindo o esforço das empresas para mitigar os impactos das tarifas em suas margens de lucro.

“Os custos das empresas agora estão aumentando na taxa mais acentuada em quase dois anos, com as fábricas repassando cada vez mais esses custos mais altos para os clientes”, diz Williamson. Segundo ele, a  preocupação central é o impacto das tarifas na inflação, com a pesquisa de março indicando um aumento acentuado nos custos, à medida que os fornecedores repassam os aumentos de preços relacionados a tarifas para as empresas dos EUA.

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